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SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros

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1 INTRODUÇÃO



Minhas formação acadêmica e atuação profissional são na área jurídica. Não tenho nenhuma instrução formal na área de saúde.

Entretanto, por razões esclarecidas já no próximo escrito, persigo um estado de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Esse, aliás, é (ou deve ser) um objetivo de vida de toda e qualquer pessoa.

Em textos curtos, um a cada final de semana, divulgarei uma série de conhecimentos e experiências pessoais acumulados nos últimos dois anos (um processo ainda em curso).

Boa parte das questões levantadas envolvem hábitos saudáveis de alimentação e atividades físicas apontados por profissionais da área de saúde. Não comportam nenhum risco, minimamente considerável, para a quase totalidade das pessoas.

Existem, entretanto, alguns pontos mais sensíveis, destacados por importantes profissionais da área de saúde. Procedimentos das indústrias farmacêutica, agropecuária (incluindo agrotóxicos e transgênicos) e de alimentos processados serão questionados (você já se deu conta que a comida se transformou numa commodity, negociada como um título no onipotente mercado). A medicina baseada quase que exclusivamente na prescrição de medicamentos com preocupantes efeitos nocivos e colaterais será contestada. Certos mitos na área de saúde serão problematizados (alguns exemplos: a) baixe o colesterol; b) gordura afeta negativamente a circulação e o coração; c) sal provoca pressão alta; d) você precisa de cálcio para os ossos e e) evite o sol, ele causa câncer de pele). Sugiro fortemente, para esses assuntos, a seguinte postura: a) não adote nenhum comportamento ou conduta a partir exclusivamente dos textos lidos; b) pesquise com o máximo de profundidade possível as matérias veiculadas e c) busque um diálogo franco com os profissionais que acompanham a sua saúde.

“Infelizmente vivemos em um mundo onde conhecemos muito pouco sobre aquilo que usamos, defendemos ou criticamos. Um mundo de aparências, preconceitos, propagandas e enganos. Sabemos pouco sobre o que comemos, sobre nossos investimentos, sobre as estruturas políticas e de poder, e também sobre o que queremos. E é desse universo de desconhecimento, de comportamento míope e de manada que alguns poucos se aproveitam para ter cada vez mais poder, dinheiro e meios” (Eduardo Moreira. O que os donos do poder não querem que você saiba. Editora Alaúde).

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

"Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio" (Hipócrates).


2 COMO TUDO COMEÇOU



Por meses uma crescente dor nas costas me incomodava. Estava com cerca de 114 quilos, altura de 192 centímetros e 49 anos de idade. O quadro era de obesidade (moderada), segundo o Índice de Massa Corporal (IMC) implementado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Cultivava o sedentarismo. A alimentação, sem restrições ou cuidados, envolvia o consumo de muito refrigerante, leite, açúcar refinado, queijos e industrializados diversos.

Lembro como hoje. Era o último dia do ano de 2015. Fui a um restaurante de massas jantar com a minha linda esposa. Fiquei praticamente travado (sem poder movimentar o tronco) e com considerável dificuldade de andar.

Naquele dia, diante daquele triste e preocupante quadro, tomei a decisão de fazer um check-up (avaliação médica de rotina conjugada com exames específicos em função da idade, sexo e históricos pessoal e familiar) e tentar reverter a situação antes que algo mais grave acontecesse.

Impressiona a força pedagógica ou educativa de certos sustos que se toma na vida. Alguns dizem que se trata da aprendizagem na base da força bruta, do medo e da “ameaça” (de coisa pior).

As seguintes iniciativas modificaram o quadro retratado: a) ingestão diária de suplemento de vitamina D (depois vieram outros suplementos); b) prática diária de pelo menos uma hora de atividade física leve (sequer caracterizada como exercício físico) e c) alimentação mais natural possível com redução drástica de alimentos processados (iniciativa que reclama aprofundamento e seleção mais específica de itens).

Ao final de dois anos, “perdi” cerca de 14 quilos (e não pretendo achá-los, até porque migrei da categoria “obeso” para “excesso de peso” em termos de IMC) e as dores nas costas literalmente sumiram. Meu quadro geral de saúde não é o ideal (exige o prosseguimento da caminhada). Entretanto, a situação atual é muito melhor do que aquela observada no final de 2015.


3 AS INFLUÊNCIAS ESCRITAS



As influências escritas (livros), em relação aos registros posteriores, são basicamente as seguintes:

CIRURGIA VERDE. Conquiste a saúde pela alimentação à base de plantas. Alberto Peribanez Gonzalez. Editora Alaúde. Veja um resumo da obra, de minha autoria, no seguinte endereço eletrônico: www.aldemario.adv.br/cirurgiaverde.pdf.

O autor é médico cirurgião formado pela Universidade de Brasília. Mestre e Doutor pelo Instituto de Pesquisa Cirúrgica da Universidade de Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha. Coordena o curso de extensão “Bases Fisiológicas da Terapêutica Natural e Alimentação Viva”.

PILARES PARA UMA VIDA SAUDÁVEL. Mohamad Barakat. Editora Pandorga.

O autor atua há mais de três décadas no campo da saúde. Fundador do Instituto Barakat de Medicina Integrativa.

DIETA DA MENTE. A surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro. David Perlmutter. Editora Paralela.

O autor “é um neurologista certificado e membro do American College of Nutrition. Preside o Perlmutter Health Center, em Naples, estado da Flórida. É cofundador e presidente da Perlmutter Brain Foundation. Também é professor-associado voluntário da Faculdade de Medicina da Universidade de Miami. Em 2002, recebeu o prêmio Linus Pauling por sua abordagem inovadora de transtornos neurológicos” (https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=03642).

10% HUMANO. Como os micro-organismos são a chave para a saúde do corpo e da mente. Alanna Collen. Editora Sextante.

A autora “tem mestrado em biologia pela Imperial College London e doutorado em biologia evolutiva pela University College London e pela Zoological Society of London. Como zoóloga, viajou os quatro cantos do planeta e é especialista em morcegos – e em doenças tropicais, por acidente. É escritora e jornalista científica, e já colaborou com a The Sunday Times Magazine e com produções de rádio e TV da BBC” (http://www.esextante.com.br/autores/alanna-collen).

AMAR, RIR E COMER. E outros segredos de longevidade do povo mais saudável do planeta. John Tichell. Editora Valentina.

O autor “é um médico mundialmente famoso, que viajou pelo mundo e percebeu que em Okinawa, no Japão, a população tem uma expectativa de vida maior (e com mais qualidade) do que em outros lugares. Curioso, ele começou a estudar o porquê disso e este livro é essa pesquisa” (http://www.vickydoretto.com/2017/03/conheca-amar-rir-e-comer-do-dr-john.html).

Outros escritos importantes serão registrados na sequência. Na fila de leituras está a obra “O segredo está nos telômeros - Receita revolucionária para manter a juventude, viver mais e melhor”. As autoras são Elizabeth Blackburn e Elissa Epel. A primeira foi premiada com o Nobel de Fisiologia e Medicina em 2009.


4 AS INFLUÊNCIAS NO YOUTUBE



O YouTube (https://www.youtube.com.br) é um repositório de milhares e milhares de vídeos para compartilhamento. Com certeza, o mais famoso e mais importante nessa área. Nele você encontra literalmente de tudo em praticamente todas as áreas das atividades humanas. Em termos de saúde não é diferente.

Procuro assistir (e indicar) filmes de profissionais de saúde com comprovado estofo acadêmico e/ou larga experiência profissional. Assim, sem prejuízo de outras referências, acompanho com especial atenção e cuidado as manifestações das seguintes figuras (em ordem alfabética):

DAYAN SIEBRA. “Médico Ortomolecular e Vascular há 18 anos, especialista e prova viva em mudanças relacionadas a saúde, qualidade de vida e Master Coach. Dayan Siebra é formado em Personal and Professional Coaching pelas três maiores instituições do País, com especialidade em cursos de oratória e inteligência emocional e Mestrado internacional em Coaching pela Florida Christian University em Orlando. Dayan Siebra é treinado anualmente pelo maior Coach do Mundo Antony Robbins. Palestrante Internacional nas áreas de energia, inteligência emocional, saúde e qualidade de vida. Presidente e fundador do Instituto Dayan Siebra” (http://deiacypri.com.br/dr-dayan-siebra).

ÍCARO ALVES ALCÂNTARA. “Especialista em Homeopatia pela Associação Médico Homeopática Brasileira (Instituto de Saúde Integral). Pós-graduado em estratégia ortomolecular (Fisicursos). Pós-graduado em Iridologia e Irisdiagnose (Unipaz). Graduado em Medicina pela Universidade de Brasília em 2000” (http://www.icaro.med.br/sobre).

IMAR CRISOGNO FERNANDES. “O médico, clínico geral, nutrólogo, cirurgião, pesquisador, palestrante, escritor - Imar Crisogno Fernandes - 48 anos, é natural de Sanclerlândia, Goiás. Atende em duas clínicas de Goiânia, assim como no Hospital Militar, onde é major. É doutorando em Liége, na Bélgica. A temática básica de seus estudos é a alimentação natural, enfatizando as qualidades da soja e de uma dieta preferencialmente orgânica e/ou vegetariana” (https://30porcento.com.br/livro/9788571033818-OBESIDADE).

JOSÉ ROBERTO KATER. “Ginecologista-obstetra, Acupunturista e Médico Antroposófico. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Residência Médica em Ginecologia-obstetrícia. Curso de Homeopatia na Ass. Paulista de Homeopatia. Curso de Medicina Tradicional Chinesa na Escola Paulista de Medicina. Curso de Medicina do Trabalho e curso de Quiroacupuntura. Pós-graduação em Nutrologia Clínica e Ortomolecular” (http://www.anew.com.br/evento-detalhes/nutricao-e-qualidade-de-vida---c--dr--jose-roberto-kater_1158).

LAIR RIBEIRO. “O professor Dr. Lair Ribeiro é médico cardiologista e nutrólogo. Autor de 37 livros (15 best sellers). Vinte e seis deles são traduzidos para outros idiomas e estão disponíveis em mais de 40 países. É autor ainda de mais de 100 trabalhos científicos, publicados em revistas médicas americanas indexadas./Viveu 17 anos nos Estados Unidos e trabalhou em três universidades locais – Harvard Medical School, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University. Além disso, foi diretor médico da Merck Sharp & Dohme e diretor executivo, chegando à vice-presidência, da Ciba Corporation (hoje Novartis)./Atualmente, trabalha em vários países da América do Sul, Central, do Norte e na Europa, ministrando conferências e workshops sobre desenvolvimento pessoal/profissional. Além de cursos voltados para médicos, na área de prevenção de doenças e modulação hormonal bioidêntica” (https://www.academialairribeiro.com.br/site).

URONAL ZANCAN. Médico Ortopedista e do Esporte (https://uronalzancan.com).


5 AS INFLUÊNCIAS NO NETFLIX



O NETFLIX, verdadeira revolução tecnológica com enorme potencial de aposentar a já velha TV a cabo, consiste numa plataforma onde é possível assistir, via internet (por streaming), filmes, séries e documentários. A flexibilidade da solução tecnológica é enorme. O usuário escolhe o conteúdo a ser visualizado, define o momento de acesso e pode interromper a sessão e voltar, depois, ao mesmo ponto “de parada”.

Os documentários do NETFLIX relacionados com saúde e bem-estar são, em regra, de ótima qualidade. Relaciono a seguir os mais importantes que assisti (as referências são aquelas presentes na plataforma em questão):

BANDIDOS DE LAS DROGAS
“Às vezes, os maiores problemas com as drogas começam no médico”.

COWSPIRACY
“Um cieasta rompe o silêncio e revela os danos causados ao meio ambiente pela indústria agropecuária”.

FAT, SICK AND NEARLY DEAD
“Obesidade e doenças vão cobrar sua dívida. Dois homens arrependidos investem pesado em legumes para se redimir”.

FED UP
“Este documentário revelador investiga as causas indiretas da obesidade infantil, que tem se tornado um problema médico cada vez mais grave nos EUA”.

FOOD
“Quando seu filho sofre com problemas de saúde misteriosos, a investigação de uma mãe preocupada a conduz ao mundo dos alimentos geneticamente modificados”.

FOOD CHOICES
“Esse documentário examina a dieta global e aponta a alimentação do planeta como a culpada pelo declínio da saúde e pelas mudanças climáticas”.

GMO OMG
“Este documentário segue a busca de um pai para responder à pergunta ‘com o que alimentamos nossas famílias?’ e avalia os riscos dos organismos geneticamente modificados”.

SUSTAINABLE
“O chef Rick Bayless, fazendeiros e outros discutem a história que levou ao movimento por comida sustentável e como isso pode mudar o que comeremos no futuro”.

THE C WORD
“Para desvendar os mistérios do câncer precisamos desafiar a ordem estabelecida. Descubra como mudanças no nosso estilo de vida podem nos ajudar a vencer a doença”.

WHAT THE HEALTH
“O elo entre alimentação, doenças e os bilhões de dólares em jogo do sistema de saúde, indústria farmacêutica e alimentar é examinado de perto neste filme”. Veja a opinião crítica do doutor Ícaro Alves Alcântara sobre o documentário em: http://www.icaro.med.br/whatthehealth.


6 “RESUMO DA ÓPERA” I - DIRETO AOS PONTOS ESSENCIAIS



Considerando a minha experiência pessoal e tudo aquilo que li e ouvi, creio que é viável apontar as bases fundamentais da construção do trabalhoso e delicado edifício da saúde e do bem-estar.

Praticamente todos os aspectos a serem detalhados na sequência dos próximos textos podem ser agrupados nos seguintes campos:

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA. Significa a utilização da comida mais natural possível. Existem algumas questões sensíveis nesse campo que serão apontadas depois, como o consumo de açúcar das frutas, carnes, leite, derivados do leite e certos grãos. Entretanto, existe um virtual consenso no sentido de se evitar fortemente, de preferência eliminar, os alimentos industrializados ou processados, caracterizados pelos elevados níveis de acidez, açúcares, gorduras hidrogenadas e substâncias químicas diversas (conservantes, acidulantes, aromatizantes, corantes, solventes, emulsificantes, realçadores de sabor, etc). Você já comeu INS 150 ou INS 173, conforme indicam os rótulos de inúmeras embalagens? Afinal, que “bichos” são esses?;

ATIVIDADE FÍSICA, em níveis adequados, considerando a idade e a condição física. Utilizo quase diariamente a mais simples (mas não menos efetiva) de todas elas: a caminhada. Quando não é possível caminhar por tempo razoável (por conta de inúmeros afazeres), utilizo uma bicicleta ergométrica. É importante destacar que exercícios físicos continuados e intensos reclamam acompanhamento por profissionais competentes. Adiante serão destacadas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) nessa seara;

EQUILÍBRIO EMOCIONAL. As várias relações interpessoais, nos planos das amizades, familiares, profissionais e sociais, precisam ser realizadas, em regra, com considerável tranquilidade e serenidade. Irritação, ansiedade e estresse frequentes ou constantes são poderosos fatores de agressão à saúde e ao bem-estar. A tensão emocional continuada implica na produção de substâncias com profundos efeitos nocivos ao organismo (pressão arterial aumentada, alta dos níveis de gorduras no sangue, produção de ureia em maior quantidade, lesões no estômago, redução na imunidade, ganho de peso, etc);

HÁBITOS SAUDÁVEIS. Deve ser dada especial atenção para um conjunto de comportamentos rotineiros voltados para a construção da saúde e bem-estar. Entre eles podem ser destacados: a) respiração correta; b) beber água pura na quantidade apropriada; c) sono reparador; d) tomar sol (e obter, por essa via, a indispensável vitamina D); e) andar descalço; f) não fumar; g) não ingerir bebidas alcoólicas (salvo aquela conhecida taça diária de vinho); h) participar de “grupos de apoio”; i) meditar; j) trocar as embalagens plásticas por recipientes de vidro, porcelana ou aço inoxidável e k) fugir das embalagens e produtos que contenham alumínio, incluindo latas.

O doutor Uronal Zancan destaca a importância do grupo de apoio. Ele está certo. Sem conscientização, motivação e vigilância constantes é muito provável enveredar pelos inúmeros e atraentes desvios do caminho da boa saúde e do bem-estar. Esses desacertos são bem mais improváveis num ambiente de atenção coletiva relacionada com os mesmos propósitos.

Todos esses elementos concorrem para a realização de um objetivo que seria a base para a saúde e o bem-estar. Veja no próximo escrito do que se trata.


7 “RESUMO DA ÓPERA” II – “O GERME NÃO É NADA, O TERRENO É TUDO”



No texto anterior foram apontados, de forma sumária, os quatro grandes campos de atenção e cuidados para o desenvolvimento da saúde e bem-estar consistentes e duradouros. São eles: a) alimentação adequada; b) atividade física; c) equilíbrio emocional e d) hábitos saudáveis.

Como foi assinalado, todos esses elementos concorrem para a realização de um objetivo que seria a base para a saúde e o bem-estar. Essa meta pode ser resumida na concretização de um terreno biológico apropriado. Por terreno biológico entenda-se o complexo ambiente formado pelo organismo humano (células, fluidos, tecidos, órgãos, micro-organismos, etc).

O doutor Alberto Peribanez Gonzalez afirma no livro Cirurgia Verde: “Ambos [Claude Bernard e Antoine Béchamp] perceberam muito cedo que a manutenção de um terreno biológico saudável é a chave para a saúde”.

Assim, as quatro grandes iniciativas antes mencionadas concorrem para a manutenção de um organismo equilibrado e livre de doenças, em função, particularmente: a) do combate à acidificação (quando o pH está abaixo de 7); b) do ataque ao estresse oxidativo (excesso de radicais livres); c) da ofensiva ao estresse adrenal (desequilíbrios e deficiências hormonais); d) da manutenção da microbiota (micro-organismos em quantidade e qualidade adequadas) e e) das melhores influências no campo da epigenética (ativação e desativação de genes do DNA por fatores externos).

A Teoria do Terreno Biológico, desenvolvida por Claude Bernard e Antoine Béchamp, rivalizou e foi “vencida” pela Teoria do Germe de Louis Pasteur. Segundo Pasteur, as bactérias são patogênicas e seria preciso esterilizar e aquecer os alimentos para eliminá-las. Consta que Pasteur, no leito de morte, teria reconhecido seu erro (como concepção geral) e dito: “o Germe não é nada, o Terreno é tudo”.

Numa considerável simplificação, é possível afirmar que existem trilhões de micro-organismos construtivos e destrutivos no corpo de qualquer pessoa viva. O resultado final da atuação desses seres, positivo ou negativo, vai depender do terreno ou ambiente biológico específico cultivado por cada pessoa a cada momento.


8 A INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA – OS ALIMENTOS PROCESSADOS



A humanidade passou a conviver, a partir das décadas de 50 e 60 do século XX, com uma enorme oferta de comidas industrialmente processadas. A alimentação passou a ser buscada, majoritariamente, nas prateleiras dos mercados e supermercados em enlatados, embalados, congelados, etc. O surgimento do fast food (comida rápida em lanchonetes) é um capítulo especialmente relevante nesse filme da “modernidade”.

O avanço da indústria alimentícia coincide com a explosão de doenças como obesidade, hipertensão, diabetes (tipo 2), diabesidade, Alzheimer, Parkinson, câncer, autoimunes, asma, eczema, alergias, cardiovasculares, lúpus, esclerose múltipla, osteoporose, osteoartrite, doença pulmonar obstrutiva crônica, etc. A estreita relação entre os dois fenômenos não pode ser ignorada.

É intuitivo que a conservação de alimentos por semanas, meses e até anos reclama a adição de quantidades consideráveis de substâncias artificiais. Além da manutenção por longo período, esses elementos buscam acentuar sabores e gerar uma espécie de compulsão (vício ou dependência) voltada para o consumo continuado.

A maioria dos alimentos processados são verdadeiras “bombas químicas” com ingredientes oriundos, em boa parte, de grandes petroquímicas e fábricas de químicos básicos (conservantes, acidulantes, aromatizantes, corantes, solventes, emulsificantes, realçadores de sabor, etc). Uma pergunta, portanto, é inevitável. Como o organismo humano reage a esses coquetéis preparados pela indústria? Não é preciso muito esforço para compreender que o corpo responde negativamente a quase todos esses elementos (os danos não são experimentados imediatamente, é bom frisar).

Existe um “Sistema Internacional de Numeração de Aditivos Alimentares”, elaborado pelo Comitê do Codex sobre Aditivos Alimentares e Contaminantes de Alimentos (CCFAC). Esse mecanismo estabelece um padrão numérico internacional de identificação dos aditivos alimentares conhecido pela sigla INS (International Numbering System). O INS, esclarece (?) a ANVISA, “não supõe uma aprovação toxicológica da substância pelo Codex”. Veja a lista em questão no seguinte endereço eletrônico: https://en.wikipedia.org/wiki/International_Numbering_System_for_Food_Additives.

A enorme quantidade de açúcar, sódio e gordura hidrogenada (ou trans) em boa parte dos alimentos processadas constitui uma preocupação adicional. São fatores geradores de obesidade, distúrbios metabólicos e hipertensão. Ademais, essa comida acidificante concorre para a formação de um terreno ou ambiente biológico propício ao aparecimento e desenvolvimento de inúmeras doenças.

Uma das consequências mais perversas da alimentação industrializada ou processada, dominante ou quase exclusiva, é a subtração da dieta diária dos vários nutrientes essenciais para o funcionamento saudável do organismo (minerais, vitaminas, aminoácidos, etc).

Um capítulo especialmente preocupante da atuação da indústria alimentícia está relacionado com as crianças. Existe, infelizmente, uma intensa propaganda voltada para o público infantil. O objetivo é claro. Busca-se conquistar o paladar das crianças e desenvolver hábitos (ou vícios), extremamente lucrativos, para toda a vida. Nessa linha, não deixe de conferir o documentário “Muito Além do Peso” (http://www.muitoalemdopeso.com.br).


9 A AGRICULTURA MODERNA



A produção industrial em larga escala chegou às plantações. Esse modelo dominante de produção de alimentos vegetais envolve uma série de agressões à saúde e ao meio ambiente.

A agricultura, em ritmo crescente, é dominada por corporações imensas com atuação internacional. Prosperam monoculturas gigantescas (algodão, açúcar, café, chá, cacau, milho, soja, etc), altamente mecanizadas e voltadas para a geração de commodities freneticamente negociadas no mercado (nacional e mundial).

Essa agricultura moderna lança mão de adubos ou fertilizantes químicos em quantidade claramente excessiva. Esses produtos são profundamente acidificadores do solo e biocidas (destruidores da microvida do terreno agricultável). Ademais, desenvolvem vegetais menos saborosos e com teor nutritivo empobrecido. Ao serem levados pelas águas das chuvas e das irrigações, poluem rios e lençóis freáticos. Por evaporação, parte deles (os nitrogenados) afeta a camada de ozônio.

Uma das características da agricultura moderna consiste no uso intensivo de agrotóxicos (também conhecidos como defensivos agrícolas, pesticidas ou agroquímicos). São substâncias químicas sintéticas, tóxicas e venenosas, usadas para eliminar pragas, insetos, bactérias, fungos e outras plantas. Os agrotóxicos poluem o solo e as águas causando, ainda, desequilíbrios na fauna e na flora. Eles permanecem nos alimentos mesmo depois de lavados e a ingestão contínua provoca distúrbios e doenças. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) mostram que o Brasil é o maior consumidor mundial desses produtos desde 2008 (https://goo.gl/NsT1em). Veja, a propósito, o filme "O Veneno está na Mesa", de Sílvio Tendler (https://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg).

Os transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGM) figuram como outra marca registrada da agricultura dos tempos atuais. São resultados de cruzamentos não observados na natureza (arroz com bactéria, por exemplo). Assim, são desenvolvidas sementes resistentes a agrotóxicos ou produtoras de plantas inseticidas. A prática coloca em risco a saúde das pessoas e o meio ambiente. A biodiversidade agrícola, em particular, sofre com os transgênicos e o decorrente aumento significativo de agrotóxicos (por conta do aumento da resistência de ervas daninhas e insetos).

Dois aspectos capitais em relação aos transgênicos devem ser destacados. Primeiro, não são realizadas pesquisas de médio e longo prazos acerca da segurança para a saúde humana e o meio ambiente (desconsidera-se o famoso “princípio da precaução”). Segundo, existe um verdadeiro cabo de guerra em torno do direito básico do consumidor de identificar, nas embalagens, a presença de transgênicos (um “T” preto sobre um triângulo amarelo).

Cresce, como alternativa saudável aos agrotóxicos, a chamada agricultura orgânica. Os alimentos orgânicos são cultivados de maneira sustentável sem a utilização de defensivos, adubos químicos, aditivos sintéticos, antibióticos, hormônios ou técnicas de engenharia alimentar (transgênicos).

Muitas vozes afirmam que só é possível “alimentar o mundo” se adotados os produtos, técnicas e procedimentos da agricultura moderna. O debate ganha corpo e se acumulam as evidências de que as técnicas mais naturais, adequadamente manejadas, podem suprir as necessidades em escala global.


10 A PECUÁRIA MODERNA



Invariavelmente, a pecuária moderna (também chamada de intensiva) busca o maior crescimento físico dos animais no menor lapso de tempo possível. Para tanto, utiliza os mais diversos recursos tecnológicos e procedimentos voltados para o aumento da produtividade. Na pecuária tradicional, marcada pelo uso de poucos recursos tecnológicos (ou nenhum deles), os animais são criados soltos em consideráveis extensões de terra.

Atualmente, milhões de animais estão confinados em espaços mínimos pelo mundo afora. As restrições aos movimentos mais elementares são quase totais e as condições de higiene são precárias na maior parte dos casos. Assim permanecem até o momento de transporte para o abate. As condições desse transporte chegam a ser piores do que o confinamento. Inúmeros deles morrem asfixiados durante os trajetos.

O padrão de alimentação dos animais no âmbito dessa pecuária moderna envolve rações abarrotadas de substâncias químicas e mesmo restos de carcaças de outros animais mortos. É enorme a quantidade de antibióticos e esteróides anabolizantes utilizados.

Curiosamente, a maioria dos antibióticos produzidos e vendidos não se destinam aos humanos. Na Europa, cerca de 70 por cento dos antibióticos são destinados à pecuária. Nos Estados Unidos, o percentual sobe para 80. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) “… recomendou a restrição completa do uso de antibióticos em animais que não estão doentes. A prática é adotada, diz a entidade, para promover o crescimento de animais e para a prevenção de doenças. Mesmo o uso para o tratamento de doenças já instauradas deve ser contido, recomenda a organização” (https://g1.globo.com/bemestar/noticia/oms-recomenda-que-antibioticos-deixem-de-ser-usados-em-animais-saudaveis.ghtml).

A pecuária moderna (ou intensiva) causa profundos dados ambientais. Os principais problemas decorrem: a) de desmatamentos e queimadas para abrir espaço para pastagens (calcula-se que 75% do desmate na Amazônia e 56% do desmate no Cerrado estão relacionados com a pecuária); b) do metano expelido nos gases dos ruminantes que tem forte impacto atmosférico (de acordo com várias pesquisas, vacas produzem 150 bilhões de litros de metano por dia); c) do elevadíssimo consumo de água (a produção de um quilo de soja gasta 500 litros de água, já a produção de um quilo de carne bovina requer 15 mil litros de água) e d) da contaminação por resíduos ou dejetos (uma exploração agrícola com cerca de 2,5 mil vacas leiteiras produz a mesma quantidade de excrementos que uma cidade de 411 mil pessoas). Veja um importante estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre os impactos dessa atividade: http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM.

As práticas desenvolvidas pela pecuária moderna figuram como elementos decisivos para a intensificação do movimento que pugna pelo reconhecimento dos direitos dos animais. Nesse âmbito, eles são caracterizados como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir e vivenciar sentimentos (como dor, angústia, solidão, raiva, afeto, etc). Assim, busca-se a superação do tradicional status jurídico de “coisa” (objeto de direito) para os animais e a qualificação de uma personalidade jurídica singular (ou sui generis) que os tornem sujeitos de direitos fundamentais.

Sintomaticamente, vários estados americanos aprovaram leis para tornar ilegal fazer fotos ou vídeos em fazendas ou matadouros sem a permissão dos proprietários. Existem vários filmes produzidos e divulgados nas redes sociais por grupos de ativistas em aberta afronta à legislação mencionada.


11 A INDÚSTRIA DA PESCA



A pesca deixou de ser uma atividade artesanal, quase romântica. “As velas do Mucuripe/Vão sair para pescar”, da música de Fagner e Belchior, não representam o quadro econômico dominante dessa atividade na atualidade.

A sobrepesca (ou pesca predatória), segundo várias análises consistentes, reduz as populações de peixes para além de sua capacidade de reprodução. O problema possui escala global. Calcula-se que aproximadamente 70% das espécies de peixes dos mares estão submetidos a uma exploração não sustentável. “Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgado no início de 2011, dos 23 estoques mundiais de atum, a maior parte (mais de 60%) já foi totalmente explorada, alguns estão superexplorados ou esgotados (35%), e só um pouco (cerca de 5%) parece estar subaproveitado” (https://super.abril.com.br/ciencia/pesca-predatoria).

A chamada pesca predatória envolve vários procedimentos condenáveis, tais como: a) uso de explosivos; b) uso de redes de grande extensão; c) realização em épocas proibidas e de reprodução e d) captura de animais considerados em risco de extinção. A utilização de redes de arrasto, em especial, implica na captura de filhotes, espécies indesejadas e mesmo vegetação marinha. O potencial de desorganização dos ecossistemas é enorme.

Paralelamente à pesca marinha, aumenta significativamente a produção de peixe em cativeiro. A qualidade desse tipo de peixe tem sido posta em xeque. Crescem as constatações de altas concentrações de substâncias químicas tóxicas em decorrência das rações utilizadas, inclusive com a adição de antibióticos (é a velha lógica de produzir de forma mais rápida possível com o menor custo).

Em 2012, a FAO registrou que metade dos peixes consumidos no planeta não eram pescados nos mares e oceanos. Em breve, mantida a tendência, os peixes derivados da aquicultura serão majoritários nos pratos dos consumidores.

O caso da tilápia, peixe nativo da África, é sintomático. Sua produção global passou de 1,5 milhões de toneladas em 2003 para 3,2 milhões de toneladas em 2010. No Brasil, responde por mais de 60% do cultivo de pescados em viveiro. Mantidas, em boa parte, em ambiente natural dentro de tanques-rede no meio de lagos e rios concorrem para a deterioração da qualidade das águas e à disseminação de parasitas. Observa-se um uso crescente de hormônios de reversão sexual durante os primeiros 20 dias de vida. Essa prática transforma a maior parte da população de peixes em machos com crescimento quase três vezes maior do que as fêmeas.

Existe uma crescente preocupação com a contaminação dos peixes por mercúrio. Esse elemento tende a se acumular no organismo e produz vários efeitos nocivos. Decorre daí uma recomendação, cada mais intensa, de redução do consumo de peixes (um alimento, a princípio, bastante saudável).


12 INDÚSTRIA FARMACÊUTICA



A indústria farmacêutica figura entre as atividades econômicas mais significativas e lucrativas dos tempos atuais. Diretamente relacionada com a saúde, doença, vida e morte, esse segmento está intimamente envolvido com toda sorte de procedimentos condenáveis ou, no mínimo, polêmicos.

Existe um problema fundamental na atuação da indústria farmacêutica. Em regra, essa atividade desenvolve substâncias artificiais (não encontradas na natureza) que são administradas no organismo humano. É esperado, portanto, para além dos benefícios projetados, que o corpo, com maior ou menor intensidade, tenha consideráveis dificuldades para “administrar” (e até mesmo expelir) esses elementos estranhos.

Os problemas começam com as pesquisas. São inúmeras e crescentes as vozes, dentro e fora do círculo dos profissionais da medicina, que apontam enormes “fragilidades” nesse campo. Elas passam: a) por protocolos científicos pouco rigorosos; b) pelo prazo muito curto para efetivação de testes (não ficam claros os efeitos a médio e longo prazos); c) pela interação entre medicamentos como questão praticamente desconsiderada (a quantidade de vítimas fatais de overdose de medicamentos legais é grande e crescente); d) pela atuação extremamente leniente das agências reguladoras; e) pelo financiamento empresarial explícito e implícito de estudos científicos para corroborar a eficiência de medicamentos e f) por gastos monumentais em marketing (nove das dez maiores farmacêuticas do mundo gastam mais em propaganda do que em pesquisas).

É enorme a lista de medicamentos amplamente utilizados e depois proscritos em função de reconhecidos malefícios à saúde das pessoas. Em inúmeros casos, efeitos físicos danosos e mesmo mortes foram constatados. O caso do Avandia (rosiglitazona), para tratamento de diabetes tipo 2, é um dos mais emblemáticos. Na Europa e no Brasil foi retirado das prateleiras em 2010 depois de ser o medicamento mais vendido no mundo. A história de multas e indenizações bilionárias é extensa e atinge praticamente todas as empresas do Big Pharma (Glaxo Smith Kline, Pfizer, Johnson e Johnson, Abbott, Eli Lilly, Merck, Purdue, AstraZeneca, Novartis, Warner-Lambert, entre outras).

As relações discutíveis (para dizer o mínimo) entre a indústria farmacêutica e boa parte da comunidade médica são duramente criticadas. Esses procedimentos envolvem, entre outros: a) influência decisiva nas diretrizes acadêmicas dos cursos de medicina (tornando a medicina alopática o paradigma dominante e quase exclusivo. A alopatia está assentada no uso de medicamentos e intervenções físicas); b) pagamento de viagens, aulas, palestras, despesas diversas, envio de amostras grátis, brindes, etc e c) fixação de indicadores (glicemia, pressão arterial, colesterol, etc) cada vez menores com o consequente aumento expressivo do uso de medicamentos. Quais os desdobramentos pessoais, profissionais e comerciais do procedimento adotado por vários laboratórios de conceder generosos descontos para a venda de medicamentos mediante cadastramento do usuário e do médico que prescreveu a droga?

Observe o padrão, amplamente majoritário, das consultas médicas na atualidade. São sessões de poucos minutos (segundo o Manual de Auditoria da Atenção Básica do Ministério da Saúde, o padrão de produtividade no SUS é de quatro consultas por hora). A situação de saúde do paciente é identificada por intermédio de exames laboratoriais. São prescritos, diante do menor indício de dado fora dos padrões estabelecidos, uma série de medicamentos. Em 2013, o Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Panificação e Confeitaria e do Conselho Federal de Farmácia, contava com 78 mil drogarias e 63 mil padarias.

Inúmeros remédios frequentemente receitados estão envolvidos em fortíssimas polêmicas (como as estatinas, os indutores de sono, os emagrecedores, os inibidores do canal de cálcio e beta-bloqueadores, certos fármacos para demência, os anti-inflamatórios não esteróides, vários antidepressivos, etc). Um significativo conjunto de fármacos recebe indicações médicas para uso pelo resto da vida do paciente. Outra questão sensível envolvendo boa parte dos medicamentos está relacionada com o ataque aos efeitos, e não, às causas das enfermidades. Aspecto extremamente delicado consiste na utilização em série de medicamentos (o remédio D combate os efeitos colaterais do C. Esse, por sua vez, ataca os efeitos colaterais do B, que foi administrado para contornar os efeitos nocivos do fármaco A).

Medicamentos para distúrbios e doenças mentais formam um capítulo especial desse triste filme. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, viabiliza que praticamente qualquer problema comum ou transitório possa ser enquadrado como um distúrbio psiquiátrico com um medicamento correspondente a ser administrado (o bom e velho passar do tempo conjugado com diversos tipos de terapias comportamentais estão ficando obsoletos). Cada revisão ou versão do DSM promove um aumento vertiginoso de novas doenças identificadas nos consultórios médicos e tratadas com os respectivos remédios, inclusive para crianças. Veja um dado esclarecedor. Houve no Brasil, entre 2003 e 2012, um aumento de 775% nas vendas de Ritalina (estimulante do sistema nervoso central).

Uma das mais fortes denúncias contra a Big Pharma parte do médico dinamarquês Peter Gotzsche. Ele compara a indústria farmacêutica, inclusive em livro publicado, ao crime organizado e à máfia. O documentário “Medicamentos letais e crime organizado”, com o Dr. Peter Gotzche, pode ser visto em: https://www.youtube.com/watch?v=klcrbIBOVAk.

Os dados mencionados estão registrados, na maioria dos casos, no livro “Tarja Preta - Os segredos que os médicos não contam sobre os remédios que você toma”, de Marcia Kedouk.


13 INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS, AGROPECUÁRIA, DA PESCA E FARMACÊUTICA – O DENOMINADOR COMUM



Os últimos escritos desta série destacaram as perversas características das indústrias de alimentos, agropecuária, da pesca e farmacêutica. Além do que já foi dito, é preciso destacar o que existe de comum nas formas atuais de atuação de todas essas indústrias.

As atividades referidas são importantíssimos braços da atividade econômica no âmbito do sistema socioeconômico capitalista na sua atual etapa financeira e monopolista. A lógica fundamental do sistema, bem identificada nas práticas das indústrias destacadas, é a acumulação frenética, contra tudo e contra todos, dos maiores lucros possíveis. A saúde das pessoas, o cuidado com o meio ambiente e o tratamento decente para com os animais, em suma, os mais caros valores morais e civilizatórios, são aspectos claramente secundários. Tudo se transforma em mercadoria, a ser comprada e vendida no mercado para gerar um contínuo acúmulo de riquezas nas mãos de poucos, muito poucos.

Como foi visto nos escritos anteriores, não se trata de uma batalha de “ismos” (capitalismo, liberalismo, socialismo, etc). Não se trata de mero discurso ideológico de condenação do atual modo de produção econômica. A realidade (a dura e crua realidade) funciona como a verdadeira “régua” acerca da correta compreensão da forma de organização da sociedade. Os fatos objetivos bem demonstram o modus operandi e os objetivos efetivamente perseguidos nas complexas relações sociais. Vejamos alguns emblemáticos exemplos (não são exceções, não são distorções, não são situações pontuais, não são resultados de personalidades pervertidas).

Conglomerados gigantes, protagonistas no setor agropecuário, de alimentos processados, de cigarros e de tantos outros produtos diretamente relacionados com a saúde e o meio ambiente, participam de um contínuo e vigoroso processo voltado para esconder do grande público as práticas adotadas em pesquisas e na linha de produção, inclusive pressionando para adoção de legislações que caracterizam divulgações de imagens dessas atividades como atos de terrorismo (vários estados norte-americanos já contam com leis restritivas dessa natureza). O caso dos “Beagles Fumantes”, protagonizado pela indústria tabagista na década de 70 do século XX, é profundamente revelador. Na ocasião, a jornalista inglesa Mary Beith conseguiu fotografar cães usados no consumo de cigarros com as cabeças contidas por travas.

A Monsanto figura entre as maiores empresas do mundo. Lidera o setor de sementes, controlando mais de um quarto do mercado em escala global. Aliás, mais de três quartos do mercado planetário de sementes é dominado pelas dez maiores empresas desse ramo. É enorme e concentrado, portanto, o poder de impor o que se cultiva, como se cultiva e o que se come. Em 2016, foi anunciada a fusão da Monsanto com a Bayer (do setor de químicos agrícolas). O conglomerado resultante da operação deve controlar cerca de 90% das sementes geneticamente modificadas no mundo e, na sequência, fornecer os pesticidas a serem aplicados. As sementes da Monsanto (e da sua sucessora) são patenteadas. Assim, os agricultores só podem utilizá-las para um plantio. Não é possível guardar uma parte da colheita como sementes para uso no ano seguinte, prática milenar na agricultura. A necessidade de comprar sementes todos os anos, segundo condições postas pelo vendedor, um gigante na economia mundial, gera todo tipo de consequências ambientais, econômicas e sociais, inclusive alto endividamento dos produtores e expressivos índices de suicídios.

“Sexto grupo farmacêutico do mundo, a GSK está pagando 3 bilhões de dólares de multas por fraudes de diversos tipos em medicamentos. (…) A GSK vendeu Wellbutrin, um poderoso antidepressivo, como pílula de emagrecimento, o que é criminoso. Vendeu Avandia, escondendo os resultados das suas pesquisas que apontavam o aumento de riscos cardíacos provocados pelo medicamento. Vendeu Paxil, um antidepressivo usado para jovens com tendências ao suicídio que, na realidade, não tinha efeito mais pernicioso do que qualquer placebo, com efeitos desastrosos. A condenação da empresa só aconteceu porque quatro técnicos da GSK fizeram uma denúncia. (…) Depois da condenação, das manifestações de indignação de usuários enganados e dos artigos na mídia, as ações da empresa subiram, contrariamente ao que se esperaria se a empresa fosse julgada pelas suas contribuições para a saúde. Com essas fraudes, a GSK obteve lucros incomparavelmente superiores aos custos do acordo judicial obtido em 2012, e os grandes investidores institucionais que detêm o grosso das ações, reagiram positivamente” (Era do Capital Improdutivo. Ladislau Dowbor. Editora Autonomia Literária Editora. Págs. 72/73).

Cabe um importante registro conclusivo. Com efeito, observamos uma recente explosão social de afeição pelo mercado e repulsa pela atuação do Estado, notadamente no Brasil e em setores da classe média tradicional. Trata-se de um profundo equívoco de análise. O Estado não é o veículo promotor das várias iniquidades sociais, como é fácil de constatar a partir dos casos mencionados e outros tantos não aludidos. Em verdade, o Estado é uma instituição (a mais importante delas) capturada por interesses socioeconômicos dominantes. Atualmente, as poderosíssimas forças do mercado, em especial seus gigantescos conglomerados com atuação nacional e internacional, utilizam, de diversas formas, os mecanismos estatais (legislação, regulação, fiscalização, etc) para realização de seus intentos de acumulação de riquezas com os todos efeitos nefastos em relação à saúde e ao meio ambiente (sem falar em outras áreas).


14 NUTRIENTES



A saúde do organismo humano depende de uma série de nutrientes em quantidade adequada. Em regra, eles são identificados da seguinte forma: a) macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) e b) micronutrientes (vitaminas e minerais).

Os macronutrientes são considerados os combustíveis que viabilizam o funcionamento do corpo humano. São os alimentos exigidos em maior quantidade. Já os micronutrientes realizam funções reguladoras e de produção de certas substâncias fundamentais. São necessárias quantidades reduzidas de micronutrientes. Normalmente, uma alimentação variada e equilibrada fornece esses elementos.

Os carboidratos são moléculas constituídas por carbono, hidrogênio e oxigênio. Os simples são formados por pequenas unidades de açúcar e apresentam rápida absorção. Podem ser: a) monossacarídeos (glicose, frutose, etc); b) dissacarídeos, decorrentes da união de dois monossacarídeos (sacarose, lactose, maltose, etc) e c) oligossacarídeos, com 3 a 10 unidades simples de açúcares (rafinose, estaquiose, etc). O consumo intenso de carboidratos simples é o principal fator de liberação nociva de insulina, implicando em aumento do risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2 e inflamação orgânica crônica. Os carboidratos complexos, também chamados de polissacarídeos, são formados pela junção de até 3.000 unidades de açúcares simples. São os amidos, dextrinas, glicogênio, etc. A absorção dos carboidratos complexos é mais lenta e, portanto, menos prejudicial.

As proteínas são macromoléculas constituídas por combinações entre os aminoácidos. Dos macronutrientes são os únicos que contêm nitrogênio, além de carbono, hidrogênio e oxigênio. Os aminoácidos são usados: a) no anabolismo (produção de proteínas); b) no catabolismo (produção de energia) e c) na produção de certas substâncias (hormônios, enzimas, anticorpos, etc).

Os lipídios são moléculas insolúveis em água. São conhecidos como gorduras, em estado sólido, ou como óleos, em estado líquido. Quando formados por ligações simples entre os carbonos são chamados de ácidos graxos saturados. Se as ligações entre os carbonos são duplas, temos os insaturados. Os alimentos ricos em lipídios possuem um sabor peculiar e agradável ao paladar, proporcionam saciedade (por conta da digestão mais lenta) e fornecem energia.

Cabe uma palavra sobre as “gorduras trans”, presentes em pipocas de micro-ondas, bolos, biscoitos, bolachas recheadas, brownies, pizzas, defumados, congelados, molhos industriais, etc. Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): a) são “formadas durante o processo de hidrogenação industrial”; b) “esse tipo de gordura faz mal para a saúde” e c) “é importante lembrar que não há informação disponível que ateste benefícios à saúde a partir do consumo de gordura trans”. Esse importante e sensível tema merece detalhamento adiante.

As vitaminas são substâncias orgânicas essenciais. Elas não fornecem energia diretamente mas participam de reações metabólicas específicas no interior das células, inclusive regulando a produção de componentes do corpo (ossos, pele, hormônios, etc). Podem ser lipossolúveis quando solúveis em solventes orgânicos (lipídios, álcool, etc) e hidrossolúveis quando solúveis em água.

Os minerais formam um grupo de elementos inorgânicos que não fornecem energia diretamente (assim como as vitaminas). Como o organismo não produz minerais, eles devem ser obtidos por intermédio da dieta. Realizam uma grande quantidade de funções (produção de co-fatores e enzimas, regulação do balanço ácido-base, transmissão de impulsos nervosos, atividade muscular, componentes estruturais do corpo, etc). Cada mineral é necessário em uma quantidade específica. Essa quantidade pode variar de menos de 1g a mais de 100g por dia. Se a falta é altamente prejudicial à saúde, o excesso pode causar reações de toxicidade.

Uma interessante forma de separar os alimentos consiste em agrupá-los como: a) construtores; b) energéticos e c) reguladores, conforme destaca a nutricionista Sophie Deram em seu livro “O peso das dietas – Emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas”. A autora inclui os carboidratos e gorduras entre os energéticos, as proteínas entre os construtores e os micronutrientes entre os reguladores.

Não deve ser esquecida, por sua enorme importância prática, a classificação dos alimentos preconizada no “Guia alimentar para a população brasileira”, veiculado pelo Ministério da Saúde. Na referida publicação, a escolha dos alimentos considera os seguintes grupos: a) in natura ou minimamente processados; b) produtos extraídos de alimentos in natura ou diretamente da natureza e usados pelas pessoas para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias; c) produtos fabricados essencialmente com a adição de sal ou açúcar a um alimento in natura ou minimamente processado (alimentos processados) e d) produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial (alimentos ultraprocessados). O referido guia está disponível no seguinte endereço eletrônico: http://portalms.saude.gov.br/promocao-da-saude/alimentacao-e-nutricao/guia-alimentar-para-a-populacao-brasileira. Aponta, o trabalho, a seguinte regra de ouro: “prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”.

Onde reside uma significativa controvérsia ao longo do tempo é justamente na definição de qual macronutriente deve responder pelo fornecimento majoritário de energia para o regular funcionamento do corpo humano. Esse papel cabe aos lipídios (gorduras) ou aos carboidratos (açúcares)? Por outro lado, o consumo intenso e continuado de um ou de outro causa efeitos negativos significativos? Trataremos dessas questões nos próximos escritos.


15 GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA



No escrito anterior, destacamos a enorme importância prática da classificação dos alimentos preconizada no “Guia alimentar para a população brasileira”, veiculado pelo Ministério da Saúde.

Na referida publicação, a escolha dos alimentos considera os seguintes grupos: a) in natura ou minimamente processados; b) produtos extraídos de alimentos in natura ou diretamente da natureza e usados pelas pessoas para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias; c) produtos fabricados essencialmente com a adição de sal ou açúcar a um alimento in natura ou minimamente processado (alimentos processados) e d) produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial (alimentos ultraprocessados).

O aludido guia, na sua segunda edição, está disponível no seguinte endereço eletrônico: http://portalms.saude.gov.br/promocao-da-saude/alimentacao-e-nutricao/guia-alimentar-para-a-populacao-brasileira.

Por ser uma publicação oficial (ou de governo) e resultar de uma conjugação de vários esforços, o trabalho ganha singular importância. A apresentação do documento destaca: “a segunda edição do guia passou por um processo de consulta pública, que permitiu o seu amplo debate por diversos setores da sociedade e orientou a construção da versão final, aqui apresentada”.

As principais recomendações do guia são veiculadas na forma de “dez passos para uma alimentação adequada e saudável”. São eles:

1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.

2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.

3. Limitar o consumo de alimentos processados.

4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.

5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.

6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados.

7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.

8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.

9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.

10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo, no estudo “Padrões alimentares de adolescentes obesos e diferentes repercussões metabólicas” (http://www.scielo.br/pdf/rn/v24n1/v24n1a02.pdf), afirmam: “Enquanto os efeitos deletérios das dietas hiperlipídicas apresentam-se bem estabelecidos, porém transmitidos à população de maneira ineficaz, dietas ricas em carboidratos vêm sendo promovidas mundialmente por órgãos oficiais de saúde. O Guia Alimentar para a População Brasileira preconiza o consumo de 55% a 75% do VET [Valor Energético Total diário] na forma de carboidratos”. Assim, como destacado no escrito anterior, ganha importância a definição de qual a dieta mais adequada (baseada em gorduras ou açúcares?).


16 GORDURA versus AÇÚCAR I – OS MALEFÍCIOS DO AÇÚCAR, MAS ...



Existe uma controvérsia considerável em torno da definição de qual macronutriente deve liderar a alimentação humana para fornecer, de maneira saudável, o fluxo energético indispensável à vida.

O debate em torno do assunto esquentou diante de indícios fortes no sentido de que a indústria do açúcar influenciou, na década de 60 do século XX, as pesquisas com resultados negativos para a ingestão de gorduras e alimentos com colesterol.

Nos últimos anos, aumentaram vertiginosamente o número de pesquisas, cientistas e médicos condenando com maior ou menor intensidade o consumo de açúcar, especialmente o refinado e a frutose do xarope de milho presentes em inúmeros alimentos processados e ultraprocessados.

Os malefícios apontados envolvem: a) o risco maior em relação às doenças cardiovasculares e hepáticas; b) a mudança da microbiota do intestino (aumenta a permeabilidade da parede intestinal e a inflamação crônica de baixo grau); c) a resistência à insulina (conduzindo a obesidade e a diabetes tipo 2); d) a característica viciante (por conta da liberação de dopamina no cérebro e a consequente sensação de prazer) e e) a quase completa ausência de nutrientes nos “alimentos” baseados em açúcar refinado.

Constatamos inúmeras condenações veementes ao consumo de açúcar, mesmo em níveis moderados. O doutor David Perlmutter, no seu livro “A dieta da mente. A surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro”, afirma: “Acredito que a mudança em nossa dieta ocorrida nos últimos cem anos – de uma dieta rica em gordura e pobre em carboidratos para a atual, pobre em gordura e rica em carboidratos, basicamente constituída por grãos e outros carboidratos danosos – é a origem de boa parte das pragas modernas que assolam o cérebro, entre elas dores de cabeça crônicas, insônia, ansiedade, depressão, epilepsia, transtornos motores, esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e tantos outros episódios maiores que costumam ser o prenúncio de um sério declínio cognitivo e de males cerebrais importantes, irreversíveis, intratáveis e incuráveis”.

Sintomaticamente, o açúcar é “escondido” do público na lista de ingredientes dos rótulos dos produtos. Ele costuma aparecer com os seguintes “apelidos”, entre outros: a) dextrose anidra; b) xarope de milho; c) frutose; d) lactose; e) xarope de malte; f) maltose; g) xarope de bordo; h) néctar e i) sacarose.

Conceição Trucom, química, cientista, palestrante e escritora, lembra que em 1931 o Dr. Otto Heinrich Warburg (1883-1970) recebeu o prêmio Nobel em função de um trabalho científico intitulado "A causa primária e a prevenção do câncer". Trucom destaca as seguintes afirmações de Walburg: a) "A falta de oxigênio e a acidez são as duas caras de uma mesma moeda: quando você tem um, você tem o outro"; b) "As substâncias acidificantes repelem o oxigênio; em oposto, as substâncias alcalinizantes atraem e fixam o oxigênio"; c) "Privar uma célula de 35% de seu oxigênio durante 48 horas, pode convertê-la em cancerígena" e d) "Todas as células normais tem como requisito absoluto o oxigênio (respiração celular = ciclo de krebs = ciclo do ácido cítrico), porém as células cancerosas podem viver sem oxigênio - uma regra sem exceção". Ressalta, ainda, Trucom: “Em sua obra ‘O metabolismo dos tumores’, Warburg demonstrou que todas as formas de câncer se caracterizam por duas condições básicas: a acidose (acidez do sangue) e a hipoxia (falta de oxigênio). Também descobriu que as células cancerosas são anaeróbias (não respiram oxigênio, afinal são células da morte) e NÃO PODEM sobreviver na presença de altos níveis de oxigênio; em troca, sobrevivem graças a GLICOSE sempre que o ambiente está livre de oxigênio. Portanto, o câncer não seria nada mais que um mecanismo de defesa que tem certas células do organismo para continuar com vida em um ambiente ácido e carente de oxigênio”. Confira em: https://www.docelimao.com.br/site/desintoxicante/principios/1312-a-causa-primaria-e-a-prevencao-do-cancer.html.

A nutricionista Sophie Deram, em seu livro “O peso das dietas – emagreça de forma sustentável dizendo não às dietas”, adota posição flexível e afirma: “não proíbo a ingestão de nenhum alimento ...”. Entretanto, ela pondera claramente: a) “aumentar o consumo de alimentos in natura fará com que você diminua a ingestão de alimentos mais processados (e também a vontade de consumi-los)”; b) “hoje em dia vejo uma demonização dos alimentos industrializados, como se fossem veneno, e não concordo. Esse tipo de atitude não deixa de ser terrorismo nutricional … Os ultraprocessados são alimentos e, mesmo sendo processados, não deixam de ser comestíveis e de fazer parte do cotidiano. Lembre-se de reduzir o consumo dos ultraprocessados sem terrorismo; de preferência, consuma-os de maneira ocasional e não dependa deles para viver” e c) “... reforço minha recomendação de diminuir o consumo de açúcar e edulcorantes, e desabituar o paladar ao gosto doce”.

Alanna Collen, autora do livro “10% humano”, também problematiza a controvérsia do açúcar em contraposição às gorduras. Ela anota: “O problema é que ninguém parece ser capaz de concordar sobre o que constitui a melhor dieta. (…) Fazer declarações genéricas de que gorduras ou carboidratos fazem ‘mal’ à saúde não faz jus à grande complexidade desses alimentos. Trata-se de ignorar o fato de que são cruciais para a sobrevivência. (…) Assim, parece que gordura e açúcar de mais fazem mal a você e que o aumento de seu consumo acompanha o aumento da obesidade em muitos países ao redor do mundo. (…) Saber se é o açúcar ou a gordura que está causando a epidemia de obesidade tem sido o grande debate nos últimos anos. Mas e se não for nem uma coisa nem outra? (…) A gordura em nosso corpo pode ser criada a partir de qualquer fonte de alimentação que precise ser armazenada: proteína, carboidrato ou gordura. (…) Uma dieta rica em plantas parece resultar em uma flora intestinal ‘magra’ ”.

Alan Levinovitz dedica um capítulo do seu livro “A mentira do glúten e outros mitos sobre o que você come” para “A loucura do açúcar”. Ele sustenta que o papel maléfico do açúcar, sobretudo em relação ao diabetes e a obesidade, não está claramente estabelecido cientificamente. E conclui: “Até a ciência alcançar a hipérbole, devemos nos juntar a Bishop e Waters e comer nossa torta crocante de maça (até mesmo à moda!) sem culpa, sem medo de dependência ou impureza. E, já que não há provas de que ficar obcecado com o açúcar leva a uma saúde melhor, abater esse novo demônio alimentar parece ser a melhor maneira de impedir que ele nos enlouqueça”.

Para o pobre mortal, não integrante dos corpos de médicos, nutricionistas e cientistas, entrincheirados em suas posições de batalha na guerra nutricional, subsiste a dúvida cruel: como lidar com o açúcar e a gordura? O caminho da moderação e da prudência, o antigo “caminho do meio”, como adiante será detalhado, parece ser o mais indicado.

Registre-se, desde logo, que os adoçantes artificiais, como o ciclamato, a sacarina, o aspartame e a sucralose, não parecem opções saudáveis. Inúmeros e crescentes estudos demonstram os males relacionados com o seu consumo regular, inclusive produção de substâncias tóxicas para o cérebro. As alternativas mais recomendadas, sem abusos, recaem na estévia, no eritritol e no xilitol (adoçantes naturais).


17 GORDURA versus AÇÚCAR II – DIABETES TIPO 2, NÍVEIS DE GLICOSE E ÍNDICE GLICÊMICO



O doutor David Perlmutter descreve com detalhes, num nível de divulgação científica para leigos, a forma de utilização do açúcar pelas células humanas.

Primeiro, ele destaca que o processo é complexo. Não se trata de simples absorção da glicose presente na corrente sanguínea quando essa última passa pela célula. É preciso, segundo Perlmutter, que a insulina, hormônio produzido no pâncreas, viabilize o acesso da glicose à célula.

O consumo intenso de açúcar gera a produção de altos níveis de insulina. As células do organismo, então, se adaptam. Elas reduzem, na superfície, o número de receptores que reagem à insulina. A resistência à insulina, daí decorrente, reduz a absorção da glicose presente no sangue.

Percebe-se, com facilidade, que o pâncreas deve ser mais exigido para produzir mais insulina. Cria-se um círculo vicioso que resulta na chamada “diabetes tipo 2”. Os níveis de açúcar são altos justamente porque o organismo não consegue levá-lo para o interior das células. O pâncreas ainda fabrica a insulina. Entretanto, a quantidade não é suficiente para controlar os níveis de glicemia ou as células do organismos não a utilizam de forma eficaz.

O açúcar em excesso provoca enormes estragos, inclusive acidificação, radicais livres em excesso e processos inflamatórios. A própria insulina em grandes e anormais quantidades promove a formação e a retenção de gorduras, inflamações e afeta negativamente outros hormônios.

A descrição em questão está presente no livro “A dieta da mente. A surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro”.

Veja, na mesma linha, o que disse a endocrinologista Lívia Lugarinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, ao doutor Drauzio Varella: “no começo, o pâncreas tende a produzir mais insulina para normalizar as taxas, mas depois ele começa a não dar conta de tanta demanda. A produção do hormônio da insulina começa a entrar em falência parcial, produzindo pouco hormônio, ou total, quando deixa de ser produzido. Se ela não funciona, a glicose vai em excesso para corrente sanguínea, o que resulta em diabetes”. A jornalista Tainah Medeiros complementa: “há ainda o risco de obesidade. Os doces são carboidratos altamente calóricos e ricos em gordura, que têm como função dar disposição e energia. Quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, porém, o excesso é revertido em tecido adiposo para ser armazenado. Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar a doenças graves como hipertensão e outras cardiopatias” (https://drauziovarella.uol.com.br/diabetes/males-e-beneficios-do-acucar/).

“O primeiro relatório global da OMS sobre diabetes demonstra que o número de adultos que vivem com diabetes quase quadruplicou desde 1980, para 422 milhões de adultos [em 2014]. Este aumento dramático é em grande parte devido ao aumento do diabetes tipo 2 e fatores que o impulsionam incluem sobrepeso e obesidade” (http://www.who.int/diabetes/global-report/en/). A estimativa para 2040 é que serão cerca de 642 milhões. “Pelos dados de 2014, a estimativa é que cerca de 11,9 milhões de brasileiros apresentam diabetes e que em 2035 este número chegue a 19 milhões” (http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes-em-debate/1596-diabetes-e-cirurgias-da-cicatrizacao-a-infeccao).

Nesse preocupante contexto, é preciso uma especial para dois indicadores. O primeiro é a taxa de glicemia (quantidade de açúcar no sangue). O segundo é o chamado “índice glicêmico” dos alimentos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes: “a glicemia normal em jejum não deverá ultrapassar os 100 mg/dL. Duas horas após uma refeição, a glicemia não deverá ultrapassar 140 mg/dL” (http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/diagnostico-e-tratamento).

O doutor David Jenkins, da Universidade de Toronto, introduziu a ideia de índice glicêmico (IG). Corresponde ao efeito sobre a glicemia de uma quantidade fixa de carboidrato presente num determinado alimento em função de um alimento-controle.

Segundo a doutora Gisele Rossi Goveia: “Em 2003 a Organização Mundial de Saúde, concluiu que alimentos de baixo IG, possivelmente diminuem o risco para o desenvolvimento do diabetes do tipo 2, devido ao melhor controle na liberação de insulina, bem como da obesidade, pelo aumento da saciedade, além de não contribuir para consumo excessivo de alimentos na refeição posterior. Ademais, pelo grande teor de fibras das dietas com baixo IG, sobretudo as solúveis, há maior distensão gástrica e consequente elevação da secreção de um hormônio intestinal: a colecistoquinina, que por sua vez, induz a sensação de saciedade. Essas dietas estimulam a oxidação de gordura em detrimento ao carboidrato com consequente redução na deposição de gordura de corpo” (http://www.diabetes.org.br/publico/colunistas/96-dra-gisele-rossi-goveia/1267-indice-glicemico-ig-e-carga-glicemica-cg).

Informações sobre o índice glicêmico e a carga glicêmica (outro conceito) de alimentos podem ser obtidas em: a) http://www.intranet.fcf.usp.br/tabela/lista.asp?base=r e b) http://www.mundoboaforma.com.br/indice-glicemico-dos-alimentos-tabela-completa.


18 GORDURA versus AÇÚCAR III – QUAIS GORDURAS?



A utilização do açúcar para obtenção de energia é mais simples e mais eficiente quando olhada sob a ótica estrita das reações químicas envolvidas. O problema reside, como já visto, nos enormes efeitos nocivos do consumo intenso e continuado do açúcar (radicais livres, acidificação, inflamação, resistência à insulina, diabetes tipo 2, etc).

A comparação entre a dieta dos nossos ancestrais e a dieta contemporânea é outro forte indicador de que o metabolismo humano não está moldado ou vocacionado para utilização de açúcares como as principais fontes energéticas. No passado, a composição dos macronutrientes apontava para algo como: a) carboidratos – 5%; b) proteínas – 20% e c) gorduras – 75%. Atualmente, a situação é a seguinte: a) carboidratos – 60%; b) proteínas – 20% e c) gorduras – 20%. Os dados são veiculados pelo doutor David Perlmutter.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já adotou posição clara condenando o consumo acentuado de açúcar. Confira as seguintes considerações: a) “Uma nova diretriz da OMS recomenda que adultos e crianças reduzam sua ingestão diária de açúcar livre para menos de 10% de sua ingestão total de energia. Uma redução adicional abaixo de 5% ou cerca de 25 gramas (6 colheres de chá) por dia proporcionaria benefícios adicionais à saúde”; b) “Os açúcares livres referem-se a monossacarídeos (como glicose, frutose) e dissacarídeos (como sacarose ou açúcar de mesa) adicionados a alimentos e bebidas pelo fabricante, cozinheiro ou consumidor, e açúcares naturalmente presentes em mel, xaropes, sucos de frutas e concentrados de suco de frutas”; c) “Grande parte dos açúcares consumidos hoje está “escondida” em alimentos processados ​​que não costumam ser vistos como doces. Por exemplo, 1 colher de sopa de ketchup contém cerca de 4 gramas (cerca de 1 colher de chá) de açúcares livres. Uma única lata de refrigerante açucarado contém até 40 gramas (cerca de 10 colheres de chá) de açúcares livres” e d) “As recomendações são baseadas na análise das últimas evidências científicas. Esta evidência mostra, em primeiro lugar, que os adultos que consomem menos açúcares têm menor peso corporal e, segundo, que o aumento da quantidade de açúcares na dieta está associado a um aumento de peso. Além disso, a pesquisa mostra que as crianças com maior ingestão de bebidas adoçadas com açúcar são mais propensas a ter sobrepeso ou obesidade do que as crianças com baixa ingestão de bebidas açucaradas” (http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2015/sugar-guideline/en/).

Parece, ao que (quase) tudo indica, ser mais adequado restringir o consumo de açúcar e apostar no aumento da ingestão de gorduras, proteínas e fibras (esse último item merece uma consideração específica mais adiante).

As gorduras “mais saudáveis” possuem origem vegetal e são insaturadas (monoinsaturadas e poli-insaturadas). Suas principais fontes são: a) óleo de coco; b) azeite de oliva; c) castanha de caju; d) nozes; e) amendoim e f) abacate. Elas ajudam bastante no processo de emagrecimento em função da maior sensação de saciedade. Confira o vídeo do Dr. Uronal Zancan acerca das vinte “gorduras boas” que devem ser ingeridas (https://www.youtube.com/watch?v=TQUgB9iWLIs).

Já as gorduras “menos saudáveis" são de origem animal e saturadas. As gorduras saturadas podem ser encontradas em: a) manteigas; b) carnes gordurosas; c) queijos amarelos; d) chocolates; e) massas folhadas e f) leite integral. Veja o vídeo do Dr. Uronal Zancan sobre as “gorduras ruins” que não devem ser ingeridas (https://www.youtube.com/watch?v=vKkERD7y1zE).

As afirmações dos dois últimos parágrafos, como quase tudo mais relevante em matéria de nutrição, não são consensuais. Subsiste muita controvérsia em torno dos assuntos “gordura”, “gordura saturada”, “gordura insaturada” e “gordura poli-insaturada”. É possível identificar referências profissionais (e respectivos estudos indicados) apontando em sentidos diametralmente opostos em relação a esses temas. Seguem dois exemplos ilustrativos: a) “a American Heart Association reafirmou sua recomendação de que as pessoas substituam as gorduras saturadas por gorduras insaturadas” (http://medifoco.com.br/substituicao-das-gorduras-saturadas-por-insaturadas-doenca-cardiovascular) e b) “Este livro apresenta um argumento científico em favor da ideia de que nosso corpo é mais saudável quando ingerimos uma dieta com ampla quantidade de gordura. Defende também que essa dieta necessariamente inclui carne, ovos, manteiga e outros alimentos de origem animal com alto teor de gorduras saturadas” (do livro “Gordura sem medo”, de Nina Teicholz).

Existe um tipo especialmente nocivo de gordura. Conhecidas como “gorduras trans”, resultam da submissão de óleos vegetais a um processo industrial de hidrogenação. Assim, óleos líquidos são transformados em gorduras sólidas. Esse processo foi desenvolvido com o objetivo de aprimorar a consistência dos alimentos, acentuar o sabor, melhorar a textura e aumentar o período de conservação (prazo de validade).

A “gordura trans” (ou hidrogenada) pode ser encontrada, entre outros “alimentos”, em: a) bolachas recheadas; b) sorvetes; c) bolos; d) margarinas; e) biscoitos; f) chocolates; g) congelados e h) pipoca de micro-ondas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que estuda a proibição da “gordura trans” (https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/anvisa-quer-apertar-mais-o-cerco-contra-gordura-trans.shtml), “a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a recomendar aos governos a adoção de medidas regulatórias destinadas a eliminar essa substância dos alimentos” (http://portal.anvisa.gov.br).

No Brasil, a “gordura trans” precisa ser informada na tabela nutricional dos “alimentos”. Entretanto, a obrigatoriedade deixa de existir se a presença for menor que 0,2g por porção. Esse modelo pouco claro sofre severas críticas de inúmeros especialistas. Imagine, por exemplo, um pacote de bolachas recheadas. Cada bolacha pode conter quantidade menor do que a especificada. O pacote, com dez ou vinte unidades, poderá apresentar quantidade bem maior que o tal limite.

A minha experiência pessoal indica profundos benefícios para a saúde e o bem-estar com a redução significativa do consumo de carboidratos e gorduras de origem animal e o aumento da ingestão de gorduras de origem vegetal, proteínas e fibras. Com atividade física leve (uma hora por dia) e diminuição do consumo de açúcar em cerca de 80% (oitenta por cento), fui de 114 Kg em dezembro de 2015 a 92 Kg em maio de 2018 (atualizando o número presente em escrito anterior desta série), sem passar fome, sem privações e sem exageros. Não se trata de dieta, é bom ressaltar. Foi uma mudança de hábitos alimentares com: a) eliminação do consumo de refrigerantes e líquidos em caixinhas; b) redução drástica de processados de uma forma geral, notadamente pães, biscoitos e farinhas; c) substituição do açúcar refinado branco pelo mascavo e em quantidade bem menor e d) consumo moderado de alimentos com carboidratos complexos (aqueles com absorção mais lenta).


19 PARA COMER I – OVO



O melhor alimento do mundo para os seres humano é o leite materno. Existe um virtual consenso em torno dessa afirmação. Ele contém todos os nutrientes necessários para a saúde do bebê, muda de composição e aparência em fases para atender a necessidades distintas e funciona até como a primeira vacina (por conta das imunoglobulinas do colostro).

Atualmente, existe um controverso, por várias razões, mercado de venda de leite materno pela internet. Os interessados na compra envolvem: a) pacientes com câncer; b) fisiculturistas; c) fetichistas e d) mães que não conseguem amamentar (http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?id=7254¬icia=medicos-temem-que-pratica-estadunidense-de-trafico-de-leite-materno-chegue-ao-brasil).

Obviamente, a alimentação de crianças, jovens, adultos e idosos não pode, nem deve, se basear em leite materno. Surge, então, a pergunta: qual o segundo melhor alimento para os seres humanos? E o terceiro?

Inúmeros especialistas (nutricionistas e médicos), baseados em vários estudos publicados em revistas científicas, afirmam que o ovo (inteiro) é o segundo melhor alimento do mundo. Acerca desse importantíssimo alimento a seguinte frase é utilizada com frequência: “tudo que é necessário para que haja uma vida, está contido no ovo” (ácidos graxos saturados, ácidos graxos insaturados, aminoácidos, minerais, vitaminas e carotenóides).

A fama ruim do ovo, desenvolvida no passado, relacionada com o colesterol, aparentemente não se confirma por nenhum conjunto de estudos consistente. Aliás, é preciso enfrentar com o devido cuidado o chamado “mito do colesterol” (substância essencial à vida, produzida pelo organismo na sua quase totalidade e responsável por toda síntese de hormônios sexuais no corpo).

O melhor ovo é o “caipira” (ou orgânico). Contudo, é melhor comer o “não caipira” do que afastar o ovo da dieta regular. O ovo “caipira” chega a ter de 10 a 20 vezes mais ômega 3 do que o “não caipira” (https://drvictorsorrentino.com.br/ovo-um-alimento-completo).

Quantos ovos devem ser consumidos? Muitos. Existem inúmeros relatos e pesquisas registrando o consumo de dois, três, quatro, cinco ou (bem) mais unidades por dia sem efeitos negativos. Pelo contrário, esses registros acumulam a indicação de efeitos positivos, inclusive redução do colesterol !!!

Uma alternativa muito apreciada ao ovo de galinha é o ovo de codorna. “O ovo de codorna como alimento tem grande valor dietético e terapêutico. Seu elevado coeficiente de digestibilidade de sua proteína e albumina (96% – 97%), facilita sua digestão e assimilação. É um alimento muito nutritivo com elevado conteúdo mineral: cálcio, fósforo, enxofre, potássio, cloreto, sódio, ferro, magnésio, manganês e cobre./O ovo de codorna em comparação com o ovo de galinha contém uma porcentagem mais elevada de proteína e de gordura. Apesar do seu tamanho reduzido, o seu valor nutricional é de 3 a 4 vezes maior do que a de ovos de galinha, contendo 13% de proteína em comparação com 11% dos ovos de galinha” (https://dicassobresaude.com/beneficios-do-ovo-de-codorna-para-a-saude/).

O terceiro melhor alimento possível é o coco. Essa afirmação, assim como aquela relacionada com o ovo, é feita e repetida por uma quantidade enorme de especialistas nos campos da nutrição e da medicina. Informações mais específicas serão levantadas no próximo escrito.


20 PARA COMER II – COCO



Foi consignado, no escrito anterior, que o melhor alimento do mundo para os seres humano é o leite materno. Logo depois, em segundo lugar, aparece o ovo. O terceiro posto, conforme uma quantidade enorme de registros nas áreas médicas e de nutrição, pertence ao coco.

São várias as formas de consumo do coco. Eis as principais: a) fresco ou seco; b) óleo; c) açúcar; d) leite; e) água e f) farinha.

A polpa branca do coco é rica em flavonóides. Esses compostos químicos: a) combatem doenças cardíacas; b) possuem ação antibacteriana, antiviral e anti-inflamatória; c) atuam no fígado; d) contribuem para a síntese de enzimas; e) estimulam a imunidade; f) apresentam forte propriedade antioxidante e g) reduzem o risco de câncer.

O óleo é considerado muito saudável. Entre outros benefícios, o óleo: a) fortalece o sistema imunológico; b) melhora o funcionamento da tiroide e c) diminui a fadiga. Por ser bastante estável, composto por 90% de gordura saturada, não se altera quimicamente quando submetido a elevadas temperaturas. Assim, são inúmeros os indicativos de que o óleo de coco deve substituir os óleos vegetais hidrogenados. Manteiga, óleo de palma, óleo de coco e azeite de oliva são apontados como as melhores opções para cozinhar e assar. Ressalva-se que o azeite de oliva deve ser usado para menores temperaturas de cozimento por ser moderadamente estável. Em temperaturas acima de 24 graus celsius o óleo de coco apresenta-se em estado líquido (óleo). Já em temperaturas menores que 24 graus celsius ele fica sólido (“gordura”). O estado físico (líquido ou sólido) não altera as propriedades como alimento.

O açúcar é extraído dos fluidos das flores do coqueiro. É considerado, por muitos, o mais saudável adoçante natural. Apresenta baixo índice glicêmico e é rico em inúmeras vitaminas.

O leite de coco: a) contém diversas vitaminas e sais minerais; b) estimula o sistema imunológico; c) funciona como uma excelente alternativa para todos os que são intolerantes à lactose e d) é rico em ácido láurico (dotado de propriedades antivirais, antibacterianas e antifúngicas).

A água também é rica em vitaminas, vários sais minerais (potássio, magnésio e cálcio, principalmente) e aminoácidos. A rica composição da água de coco: a) combate doenças cardíacas, câncer e aterosclerose; b) favorece o sistema imunológico; c) melhora o trânsito intestinal; d) beneficia a função renal e e) ajuda a normalizar os níveis de glicose no sangue. Consta que durante a Segunda Guerra Mundial chegou a ser administrada na veia de soldados na falta de soro.

A farinha é produzida a partir da casca e da polpa do coco. Assim, não contém glúten e é rica em fibras. Pode substituir de forma mais saudável as farinhas de trigo, milho ou centeio. Possui, ainda, o poder de “limpar” as toxinas presentes no organismo. Um interessante efeito da farinha de coco é a produção de uma maior sensação de saciedade.

O coco possui altas concentrações de ácidos graxos de cadeia média (ácidos mirístico, cáprico, caprílico, capróico, láurico, palmítico, oleico, palmitoleico, linoleico e esteárico). Esses triglicerídios não se acumulam no organismo em forma de gordura. Eles são utilizados energeticamente no fígado. Apresentam funções termogênicas e favorecem o emagrecimento.

É possível identificar várias críticas ao consumo do coco, especialmente seu óleo. Tudo indica que essas resistências não procedem porque fundadas no mito do aumento dos níveis de colesterol em razão do consumo de gorduras. No caso do coco seriam os ácidos graxos (gorduras saturadas). Entretanto, como foi dito, o processamento dos ácidos graxos do coco não gera malefícios.

Confira os seguintes vídeos sobre coco na alimentação: a) https://www.youtube.com/watch?v=v4zPmlkNknk (doutor Dayan Siebra); b) https://www.youtube.com/watch?v=OFpGQUlke3o (doutor Lair Ribeiro) e c) https://www.youtube.com/watch?v=lQ0fW5AtIO0 (doutor Uronal Zancan).


21 PARA COMER III – CASTANHAS (OU OLEAGINOSAS)



As castanhas (como denominação genérica) são importantes fontes de minerais, vitaminas, fibras e gorduras saudáveis. As oleaginosas, como também são chamadas, são sementes ricas em óleo encoberto por uma casca rígida. Entre as principais oleaginosas estão: a) as nozes; b) as castanhas (de caju, do Pará, etc); c) a avelã; d) a macadâmia e e) a amêndoa.

As nozes são importantes como fonte de ômega 3. Elas: a) evitam que os radicais livres comprometam os neurônios; b) previnem o envelhecimento cerebral, reduzindo o risco de doenças como o Alzheimer e o Parkinson e c) melhoram a memória. São ricas em vitamina E, que possui função protetora dos vasos sanguíneos e de controle da pressão arterial.

As amêndoas: a) possuem baixo teor glicêmico e b) são fontes de antioxidantes, gorduras monoinsaturadas, vitaminas B1 e E, e de minerais. São reconhecidas como um alimento protetor do coração e elemento relevante na prevenção de doenças cardiovasculares.

A macadâmia, entre as oleaginosas, possui o maior teor de gordura e a menor concentração de proteínas e carboidratos. Colabora, por conta de suas vitaminas e minerais, para reduzir o risco de síndrome metabólica, pressão alta e diabetes. A macadâmia auxilia na “queima” de gordura e na redução do apetite por conta do seu ômega 7.

A avelã desempenha um importante papel na manutenção dos níveis adequados de colesterol (sempre lembrando do mito do colesterol). É riquíssima em gorduras monoinsaturadas.

A castanha do Pará, também chamada de castanha do Brasil, é uma importantíssima fonte de selênio. Esse mineral: a) atua no combate aos radicais livres; b) ativa os hormônios da tireoide; c) colabora para a desintoxicação do organismo e d) fortalece o sistema imunológico.

A castanha de caju se destaca por conter bastante zinco. As gorduras poli-insaturadas dessa oleaginosa são importantes na fixação do colesterol em níveis adequados. Ela também conta com um aminoácido chamado arginina. Esse elemento melhora o desempenho de atividades físicas e a capacidade de recuperação depois do esforço.

Recomenda-se não exagerar no consumo. Algumas unidades por dia já viabilizam os relevantes benefícios desses alimentos. A quantidade de uma mão em forma de concha reduz em 22% a probabilidade de morrer mais cedo em função de qualquer doença, particularmente as cardiovasculares, segundo amplo estudo realizado na Inglaterra e na Noruega. O aquecimento deve ser evitado, por conta da oxidação e mudança desagradável de sabor. O consumo in natura é a melhor opção, com as cautelas relativas à higienização.

Em suma, a conjugação de gorduras insaturadas, proteínas, fibras, antioxidantes, vitaminas B e E, zinco, potássio, manganês, ferro, cobre e selênio, presentes nas castanhas, são fatores extremamente potentes no combate à inflamação e à oxidação no organismo.


22 PARA COMER IV – FRUTAS



As frutas estão entre os alimentos saudáveis. Naturais, sem adição de substâncias químicas ou submetidas a processamento pela indústria alimentícia, figuram com destaque em hábitos alimentares voltados para a manutenção e desenvolvimento da saúde. Elas: a) são importantes fontes de micronutrientes; b) oferecem fibras; c) auxiliam na manutenção do peso adequado e d) são ricas em fitoquímicos (elementos que reduzem os riscos das principais doenças).

Destaca-se, com frequência, que o açúcar das frutas (a frutose) possui um metabolismo muito específico e prejudicial ao organismo. A glicose na corrente sanguínea induz a liberação de insulina pelo pâncreas para viabilizar sua chegada às células. Com a frutose é diferente. O processamento ocorre no fígado. Porém, de forma simplificada, o órgão pode não conseguir processar de maneira suficientemente rápida. Assim, verifica-se o armazenamento da frutose como gordura e o envio para a corrente sanguínea como triglicerídeos. Veja o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=iwxeYTGAohw.

No entanto, a nocividade referida ocorre quando a frutose é separada das fibras encontradas nas frutas. Essas fibras interferem na absorção da frutose. O processo é retardado, a absorção mais lenta e a sensação de saciedade acentuada. É exatamente por essa razão que se recomenda evitar os sucos de frutas (muita frutose e nenhuma, ou quase nenhuma, fibra). Registre-se, mais uma vez, que a indústria alimentícia acrescenta grandes quantidades de xarope de milho com alto teor de frutose aos seus produtos processados e ultraprocessados.

É altamente recomendável optar por frutas e verduras orgânicas. Evitam-se, assim, os resíduos de agrotóxicos presentes em consideráveis quantidades nesses alimentos quando cultivados nas formas usuais e dominantes.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas para e Agricultura e Alimentação (FAO) anunciaram hoje [9 de novembro de 2002] uma estratégia integrada para promover um maior consumo de frutas e verduras. Estima-se que o baixo consumo de frutas e verduras cause cerca de 2,7 milhões de mortes a cada ano e está entre os 10 maiores fatores de risco que contribuem para a mortalidade, segundo o World Health Report 2002 (…) O relatório recém-publicado entitulado ‘Consulta Conjunta de Especialistas da OMS/FAO sobre Alimentação, Nutrição e Prevenção de Doenças Crônicas’ recomenda o consumo mínimo de 400g de frutas e verduras por dia (excluindo batatas e outros tubérculos) para a prevenção de doenças crônicas como cardiopatias, câncer, diabetes tipo 2 e obesidade. Segundo as duas organizações, o consumo de uma ampla variedade de frutas e verduras assegura uma dose adequada da maioria dos micronutrientes, fibras e outras substâncias essenciais. O aumento do consumo de frutas e verduras também pode substituir o consumo excessivo de alimentos que contêm muita gordura saturada, açúcar e sal” (http://www.who.int/dietphysicalactivity/publications/releases/pr84/en/).

Em 2014, o Ministério da Saúde divulgou dados da “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel)”. Segundo essa pesquisa, somente 24,1% dos brasileiros ingerem a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os homens, apenas 19,3% atendem às prescrições da OMS. Entre as mulheres, o consumo alcança 28,3% do total.

Confira alguns vídeos acerca das frutas mais indicadas por seus benefícios para a saúde:

a) abacate (https://www.youtube.com/watch?v=T4Hxn2p4F1A); (https://www.youtube.com/watch?v=Mz5GlJkYCo0) e (https://www.youtube.com/watch?v=cmMdd2GbF80);

b) banana (https://www.youtube.com/watch?v=KW1eMaFbzDA);

c) uva (https://www.youtube.com/watch?v=To9_25_N7JI);

d) maçã (https://www.youtube.com/watch?v=LlAYzU19ICo);

e) limão (https://www.youtube.com/watch?v=CiZv0dbaWlc);

f) melancia (https://www.youtube.com/watch?v=V4-K-8Dn0cY);

g) abacaxi (https://www.youtube.com/watch?v=Ud0SoJMdrUs);

h) açaí (https://www.youtube.com/watch?v=QpplZoh6YuU);

i) morango (https://www.youtube.com/watch?v=iPS23Yiy7KE);

j) mamão (https://www.youtube.com/watch?v=Kyx8NNOCQh0);

k) goiaba (https://www.youtube.com/watch?v=jp1fcY6CKmI);

l) manga (https://www.youtube.com/watch?v=4on8XX6FIDQ).

Dispense uma especial atenção ao limão. Veja uma boa fonte de informação sobre essa fruta em: https://www.docelimao.com.br/site/limao.html.


23 PARA COMER V – VERDURAS E LEGUMES



O consumo regular de verduras e legumes é crucial para manutenção de uma vida saudável. Esses alimentos fornecem vitaminas, minerais essenciais e fibras. Inúmeros deles são ricos em antioxidantes (capazes de conter os danos oxidativos provocados pelos radicais livres). Assim, previne-se o envelhecimento das células e o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

A diferença mais marcante entre as verduras e legumes envolve a parte comestível da planta. São as folhas ou flores as partes consumidas nas verduras. Já nos legumes são comestíveis os frutos e as sementes.

Os legumes apresentam frutos desenvolvidos na parte exterior da terra ou abaixo da terra. No último caso, apenas uma parte da planta fica exposta (as folhas). As principais categorias dos legumes são: a) frutos; b) raízes; c) tubérculos e d) leguminosas.

São frutos os vegetais que contém sementes. Eis alguns deles: a) abóbora; b) berinjela; c) chuchu; d) tomate e e) pepino. Observe-se que popularmente são identificadas como “frutas” os frutos de sabor adocicado ou cítrico (laranja, maçã, banana, entre outros).

Nas raízes, a parte comestível, onde os nutrientes são acumulados, cresce debaixo da terra. Alguns exemplos são: a) beterraba; b) cenoura e c) mandioca.

Os tubérculos não armazenam nutrientes nas raízes (usadas para fixação ao solo e condução de água e nutrientes sem acúmulo). Nesse caso, os nutrientes são armazenados em “gemas”. São tubérculos: a) batata-inglesa e b) batata baroa (ou mandioquinha).

Os grãos encontrados dentro de vagens são as leguminosas. Entre eles estão: a) feijão; b) grão de bico; c) ervilha e d) soja.

As verduras são plantas comestíveis na forma de folhas ou flores. São também conhecidas como hortaliças. Alguns exemplos: a) alface; b) agrião; c) acelga; d) couve; e) espinafre; f) brócolis; g) couve-flor e h) alcachofra.

Em regra, as verduras apresentam baixo teor de carboidratos e de calorias. Os legumes possuem uma boa variação em termos nutritivos. Abobrinha, chuchu, palmito e tomate revelam baixo nível de carboidratos. Beterraba, cenoura e abóbora podem conter algo como 10% de carboidratos. Raízes e tubérculos, como as batatas e mandiocas, atingem em torno de 20% de carboidratos.

O doutor Alberto Gonzalez, autor do livro “Cirurgia verde” é um incisivo defensor da alimentação à base de vegetais (com especial destaque para as verduras e legumes). Ele afirma na obra referida: “Dessa maneira, um indivíduo bem alimentado com frutas, sementes e demais plantas orgânicas (alimentação baseada em plantas) pode manter uma microbiota intestinal (antigamente denominada de flora intestinal) rica em lactobacilos e bifidobactérias sem a necessidade de aditivos processados ou encapsulados. Na espécie humana, um terço da matéria fecal provém de restos de bactérias mortas, o que indica que nos alimentamos de bactérias e que obtemos delas parte importante e decisiva de nossa nutrição./Alimentar-se de produtos industrializados significa privar-se do alimento bacteriano fundamental. Bastam dois dias sem hortaliças e produtos orgânicos do reino vegetal para nossa população bacteriana protetora reduzir seu número, passando a ser substituída por bactérias nocivas, que dão origem à quase totalidade das doenças degenerativas”.

A extraordinária (sem exageros) importância da microbiota (trilhões de microorganismos presentes no intestino) reclama especial atenção mais adiante.

Confira os seguintes vídeos acerca de vegetais:

a) https://www.youtube.com/watch?v=l5Y9wsK6sG4;

b) https://www.youtube.com/watch?v=bKOp2Rwnr2g;

c) https://www.youtube.com/channel/UC2N2qKL2TApqR-eqlU1AECQ/videos.


24 PARA COMER VI – AZEITE DE OLIVA, BANHA DE PORCO E ÓLEO DE COCO



Os óleos vegetais industrializados são as opções “naturais” para cozinhar. Os mais populares são: a) soja; b) girassol; c) milho e d) canola.

Ocorre que se acumulam as evidências no sentido da alta nocividade dos aludidos óleos vegetais. Os principais problemas são: a) presença de gordura hidrogenada; b) liberação de altas concentrações de aldeídos (associados ao câncer, doenças cardíacas e demência); c) grande concentração de ácidos graxos ômega 6 e d) baixa incidência de ácidos graxos ômega 3.

Assim, recomenda-se, com intensidade crescente, eliminar o uso de óleos vegetais e substituí-los pelo(a): a) óleo de coco; b) banha de porco e c) azeite de oliva. O óleo de coco foi tratado em escrito anterior. Vejamos algumas informações importantes acerca dos dois outros itens mencionados.

No passado, a banha de porco era muito usada. Tratava-se de uma opção mais barata para o preparo de inúmeras refeições. O avanço dos óleos vegetais industrializados praticamente expulsou a banha de porco das cozinhas. Com a superação da demonização das gorduras, a banha de porco, rica em vitamina C, ferro e fósforo, voltou a ser utilizada com maior intensidade. Ela pode atingir altas temperaturas sem a liberação de elementos tóxicos.

O azeite de oliva, cada vez mais reconhecido e consumido como forte aliado na construção de uma vida saudável, é rico em: a) vitamina E; b) ômega 3; c) polifenóis; d) tocoferóis; e) compostos fenólicos e f) flavonóides.

As principais propriedades do azeite de oliva envolvem: a) previne a inflamação de órgãos e tecidos; b) previne doenças cardiovasculares; c) desintoxica o organismo; d) previne a oxidação das células; e) previne o câncer; f) melhora a absorção de nutrientes; g) favorece o emagrecimento; h) reduz a pressão arterial; i) previne o diabetes tipo 2 e j) fortalece o sistema imunológico.

Esses quatro cuidados devem ser observados na aquisição do azeite de oliva: a) deve ser “extra virgem”; b) acondionado em vidro; c) o vidro deve ser “escuro” e d) deve ter sido “prensado a frio”.

É preciso um especial cuidado com as falsificações do azeite de oliva e produtos de baixa qualidade. Segundo pesquisa do Ministério da Agricultura, mais da metade dos azeites vendidos no Brasil apresentam irregularidades, notadamente mistura com óleos vegetais. Eis a lista atualizada dos aprovados: http://www.agricultura.gov.br/Portal/arquivos/marcas-de-azeite-de-oliva-conformes-aprovadas-em-ordem-alfabetica.pdf. Esta é a lista atualizada dos reprovados: http://www.agricultura.gov.br/Portal/arquivos/marcas-de-azeite-de-oliva-nao-conformes-reprovadas-em-ordem-alfabetica.pdf

Leia a interessante comparação feita pela doutora Lia Lima: “Comece com um olhar para os dois bem-amados óleos vegetais. Hoje, o azeite e o óleo de coco são muito queridos. É duro ser um gourmet que se preze sem ter uma garrafa grande de cada um em sua despensa. Observe, no entanto, que o azeite é principalmente gordura monoinsaturada e óleo de coco é principalmente gordura saturada. Ambos são conhecidos como alimentos saudáveis, mas eles são opostos em termos de composição de gordura./Curiosamente, você vai notar que a banha de porco é um equilíbrio perfeito entre esses dois extremos. Na verdade, se você misturar 1 parte de azeite com 1 parte de óleo de coco, a mistura resultante de gorduras irá coincidir com a composição da gordura da banha de porco, números quase exatos. Manteiga ghee é um pouco mais equilibrada do que o azeite de oliva e óleo de coco, mas ela tem quase o dobro da porcentagem de gordura saturada que manteiga tem./Banha de porco contém cerca de 1/3 do colesterol tanto quanto a manteiga (12mg / Tbsp vs 31mg / Tbsp). Isso significa que se você mudar de manteiga para banha, terá então, o triplo em seu consumo de gordura total, a ingestão de colesterol total permanecerá sobre o mesmo” (https://www.dralialima.com.br/single-post/2017/03/01/azeite-banha-de-porco-oleo-de-coco-qual-o-melhor).


25 PARA COMER VII – SEMENTES



As sementes não podem faltar quando se trata de alimentação saudável. Os principais benefícios do consumo constante de sementes, em função da presença de gorduras, fibras, vitaminas e minerais, são: a) reduz o risco de doenças crônicas; b) melhora a saúde do coração; c) aumenta a eficiência do sistema imunológico; d) diminui os sintomas da menopausa; e) melhora a saúde gastrointestinal; f) preserva a saúde do trato urinário; g) influencia ações anti-inflamatórias; h) diminui a pressão arterial; i) protege a visão e j) atenua os efeitos da osteoporose. Vejamos as mais relevantes.

A linhaça é especialmente rica em ômega 3. Trata-se de um ácido graxo redutor dos riscos de doenças cardiovasculares. A lignana, presente nessa semente, ajuda na prevenção do câncer, sobretudo de mama, próstata e cólon.

O amaranto é um alimento com singular carga nutricional. Assemelha-se, segundo vários registros, à combinação do arroz com o feijão. Possui uma grande concentração de esqualeno, substância somente encontrada em níveis consideráveis nos óleos de fígado de animais marinhos.

A quinoa, com todos os aminoácidos essenciais à alimentação humana, é por muitos considerado o melhor e mais completo alimento de origem vegetal. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) elegeu 2013 como o Ano Internacional da Quinoa.

A aveia contribui de forma decisiva para o funcionamento normal do intestino, limpa as artérias e veias e ajuda na manutenção de baixos níveis de glicose no sangue. Acalma e suaviza a pele em casos de eczemas, dermatites e urticárias.

O gergelim é uma importante fonte de fibras alimentares e cálcio. Ele ajuda a tornar o intestino saudável, auxilia na diminuição dos níveis de colesterol, combate artrite e reumatismos e protege a atividade cerebral.

A chia também é uma relevante fonte de fibras. Melhora os níveis de colesterol no sangue. Previne o diabetes tipo 2, na medida em que reduz a absorção do açúcar. Fornece mais proteínas, segundo várias indicações, do que flocos de milho, arroz e trigo.

As sementes de girassol são ricas em vitaminas (particularmente a E) e minerais (notadamente o selênio). Melhoram o sistema imunológico. Possuem atividade antiviral e antioxidante. Ajudam a eliminar metais pesados e tóxicos do organismo.

As sementes de abóbora possuem boas doses de magnésio. Trata-se de um mineral importantíssimo para o bom funcionamento do corpo como um todo, envolvido em dezenas de reações químicas no organismo. Está relacionado com melhoras em dores de cabeça, nervosismo, depressão, ansiedade, insônia, hipertensão arterial e inflamação. Auxilia, ainda, na prevenção do diabetes tipo 2 e na melhora da função intestinal.

Em termos de consumo, são destacados normalmente três pontos. Primeiro, deve ser evitada a ingestão excessiva. Segundo, convém alternar o uso diário das sementes. Terceiro, os brotos possuem uma especial ação de eliminação de toxinas e de facilitação da digestão. Brotos são sementes germinadas, quando as raízes crescem e se formam as primeiras folhas.

O doutor Joseph Mercola, no livro “Cura em esforço”, afirma: “Brotos são um dos alimentos mais ricos em nutrientes que existem. Eles podem ter de dez a trinta vezes mais nutrientes que as hortaliças orgânicas que cultivamos no nosso próprio quintal”.


26 PARA COMER VIII – ANTIOXIDANTES



“O oxigênio é o elemento indispensável à vida. As células o utilizam para a geração de energia. Os radicais livres do oxigênio são subprodutos gerados na queima celular de açúcares, chamada de respiração celular aeróbica, que geram a produção da fundamental molécula de ATP dentro da mitocôndria. Esse processo é realizado pela maioria dos seres vivos, animais e vegatais, e fornece à célula a energia necessária às suas atividades”.

“Além dos subprodutos denominados radicais livres do oxigênio, ocorre também a liberação de radicais livres de nitrogênio. Ambos resultam do processo celular de oxidação e redução. Esses radicais apresentam um perfil muito delicado e antagônico. Em altas concentrações, geram estresse oxidativo”.

“O estresse oxidativo tem o papel mais importante no envelhecimento e na fisiopatologia das doenças crônicas e degenerativas que assolam a humanidade: câncer, artrose, distúrbios autoimunes, enfermidades degenerativas cardiovasculares, neurológicas, oculares, pulmonares e renais, e também distúrbios fetais e da gestação”.

“…, para obtermos efeitos antioxidantes, devemos acumular, por meio da alimentação, os elementos valiosos derivados do reino vegetal, os fitoquímicos antioxidantes. Portanto, a alimentação baseada em vegetais (dos quais pelo menos 70 por cento sejam frescos e crus) é a única fonte confiável para manter esses níveis intracelulares de antioxidantes”.

Essas considerações estão presentes no livro “Cirurgia verde” do doutor Alberto Gonzalez, também autor da sintomática obra “Lugar de médico é na cozinha”.

Portanto, um dos objetivos da alimentação mais natural e mais diversificada possível é a busca por um “estoque” adequado de antioxidantes pertencentes ao segundo sistema de defesa antioxidante (exógeno e não-enzimático). O primeiro sistema (endógeno e enzimático) tende a perder eficiência ao longo do tempo.

Segundo inúmeros registros de médicos e nutricionistas, entre os alimentos naturais alguns possuem uma ação antioxidante muito acentuada, notadamente quando comparado com os demais. Vejamos quais são eles.

a) beta-caroteno e licopeno. São carotenoides, ou seja, corantes naturais presentes nos vegetais, em especial nas frutas. Agem como antioxidantes na medida em que sequestram o oxigênio, diminuindo a disponibilidade de radicais livres para realização de reações oxidativas. Relacionados com a prevenção da carcinogênese e aterogênese, em função da capacidade de proteger moléculas como lipídios, proteínas e DNA de sofrerem oxidação, estão presentes em alimentos avermelhados, alaranjados e amarelados (cenoura, tomate, laranja, pêssego, abóbora) e em vegetais verde-escuros (brócolis, ervilha e espinafre);

b) curcumina. Trata-se de pigmento que ocorre naturalmente nas raízes da cúrcuma. É muito utilizada como tempero na culinária indiana. A cúrcuma sequestra os radicais livres e inibe a produção de danos dos ácidos graxos poli-insaturados das membranas celulares. Está presente na cúrcuma, açafrão e curry;

c) flavanoides. São substâncias produzidas naturalmente por vegetais para auxiliar na proteção contra a radiação solar e combater organismos nocivos. Possuem a capacidade de inibir a atividade das enzimas responsáveis pela produção dos radicais livres. Podem ser encontrados em frutas, como uva, morango, maçã, romã, mirtilo, framboesa e em outras de coloração avermelhada. Também estão presentes em vegetais como brócolis, espinafre, salsa e couve. Nozes, linhaça, vinho tinto e chocolate são fontes de flavanoides;

d) vitamina A (retinol). Essa vitamina possui a capacidade de se combinar com certos radicais livres antes que lesões sejam realizadas. Está presente na cenoura, espinafre, manga e mamão;

e) vitamina C (ácido ascórbico). Essa conhecida vitamina é solúvel em água. Assim, reage com os radicais livres disponíveis do meio aquoso existente no interior da célula. Também é capaz de regenerar a vitamina E e de conservar as enzimas do sistema antioxidante endógeno em estados reduzidos. Os seguintes alimentos são ricos em vitamina C: a) acerola; b) frutas cítricas (laranjas, limões, tangerinas); c) kiwi; d) manga; e) mamão; f) abacaxi; g) morango; h) brócolis; i) couve flor de bruxelas; j) couve flor; k) pimentão vermelho; l) pimentão verde e m) tomate;

f) vitamina E (tocoferois). A vitamina E é lipossolúvel (solúvel em gordura). Ela atua na proteção das membranas celulares formadas por lipídios da ação dos radicais livres. Também protege as lipoproteínas de baixa densidade (LDL), responsáveis pelo transporte do colesterol. Pode ser encontrada em: a) óleos vegetais e derivados; b) folhas verdes; c) oleagionosas (castanha do pará, avelã, amêndoa, nozes) e sementes; d) cereais integrais e e) vegetais folhosos (espinafre, agrião, rúcula, etc);

g) cobre. É fundamental para o adequado funcionamento do sistema de auto defesa endógeno. Influencia a atuação da enzima superóxido dismutase. Feijão, grãos-de-bico, lentilhas, sementes de girassol, amendoim, passas, nozes, amêndoas e legumes são ótimas fontes desse mineral;

h) selênio. Combate a ação dos radicais livres em atuação conjunta com a vitamina E, além de colaborar para a formação normal da tireroide. São ricos nesse mineral: a) castanha-do-pará; b) arroz integral e c) sementes de girassol;

i) zinco. Assim como o cobre, o zinco influencia a atuação da enzima superóxido dismutase. São significativas fonte desse mineral: a) sementes de abóbora; b) feijão de soja cozido; c) amêndoa e d) amendoim.

São presenças constantes em listas dos mais potentes antioxidantes: a) açaí; b) cacau; c) açafrão ou cúrcuma; d) uva (escura) e e) canela.


27 PARA COMER IX – KEFIR E KOMBUCHA



Kefir e kombucha são bebidas fermentadas artesanais da categoria dos probióticos. Esses alimentos são ricos em micro-organismos que desempenham papel fundamental no equilíbrio da microbiota intestinal.

Segundo Alanna Collen, autora do livro “10% humano”, “os micro-organimos são a chave para a saúde do corpo e da mente”. A bióloga destaca que para cada célula humana existem, em nosso organismo, nove micróbios e afirma: “somente seu intestino abriga 100 trilhões deles, como um recife de coral no leito escarpado que é o seu intestino. Cerca de 4 mil espécies diferentes criam seus próprios pequenos nichos, aninhados entre as dobras do seu cólon ...”.

O kefir consiste numa colônia de micro-organismos. Esses micróbios são utilizados para fermentar leite ou água com açúcar. O resultado desse processo é uma bebida ácida e ligeiramente gaseificada. Normalmente, ela é consumida pura, misturada em sucos ou batida com frutas.

Obtida uma amostra da colônia (uma colher de sopa), principalmente por doação de quem já cultiva, ela deve ser deixada de um dia para o outro num recipiente de vidro com o leite (integral e sem conservantes, de preferência) ou a água e em temperatura ambiente. Esse recipiente não deve ser fechado. Para a fermentação, a colônia necessita de oxigênio. O líquido resultante deve ser peneirado depois de 12 a 24 horas. Os grãos que ficam na peneira serão usados em uma nova porção de leite ou água. A parte líquida pode ser consumida imediatamente ou mantida na geladeira em recipiente de vidro fechado.

A fermentação do kefir libera: a) ácidos láctico e acético; b) vitaminas do complexo B; c) vitamina C e d) alguns aminoácidos. Já foram comprovados, a partir do seu consumo, os seguintes efeitos: a) aumento da imunidade; b) controle de inflamações; c) melhora do sistema digestivo e d) combate às infecções intestinais.

A fermentação do kombucha, considerado um elixir da longa vida na China antiga, é realizada com base em chá preto (ou mate, em alguns casos) com adição de açúcar. Também utiliza uma colônia para dar início ao processo (o “scoby”). A colônia, no kefir, é integrada por grãos unidos numa espécie de bola. Já a colônia no kombucha é achatada e lisa, apresentando a forma de uma panqueca.

A colônia deve ser colocada, em temperatura ambiente, em um vidro com chá pronto adoçado e com uma porção de kombucha. A partir do segundo dia a bebida deve ser provada para identificar o gosto mais adequado para o usuário (mais ou menos ácida).

Aconselha-se muito cuidado com a higiene das mãos e utensílios na manipulação caseira de kefir e kombucha. A bedida deve ser descartada quando: a) desenvolve mofo ou bolor; b) muda de cor ou c) apresenta cheiro ou gosto desagradáveis. Depois de prontos, o kefir e o kombucha podem ser mantidos durante vários dias na geladeira.

O contínuo crescimento das colônias de kefir e de kombucha conduz normalmente às seguintes soluções: a) doação e b) congelamento ou desidratação (no caso do kefir) e resfriamento na geladeira (no caso do kombucha).

Veja os seguintes sites: a) http://www.kefir.com.br e b) http://www.kombucha.com.br. Confira os seguintes vídeos: a) https://www.youtube.com/watch?v=-G8jb_56KPU; b) https://www.youtube.com/watch?v=2AthuHxUlNA; c) https://www.youtube.com/watch?v=prgcMDkf-KI e d) https://www.youtube.com/watch?v=IC9UwUjW6jc.


28 PARA COMER X – FIBRAS ALIMENTARES



As fibras alimentares consistem nas partes dos vegetais resistentes à digestão e à absorção intestinal, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso. Em outras palavras, a fibra não é absorvida no processo digestivo. Embora não sofram qualquer tipo de alteração, elas exercem vários efeitos fisiológicos positivos.

Normalmente, as fibras são classificadas em: a) solúveis e b) insolúveis. As primeiras apresentam uma elevada capacidade de retenção de água. As últimas, não dissolvem em água. As fibras solúveis, encontradas em frutas e legumes, formam uma espécie de gel quando ingeridas.

Recomenda-se a ingestão diária de 25 gramas de fibras para as mulheres e 38 gramas para os homens. Entretanto, pesquisas indicam que a maioria das pessoas consomem metade ou menos desses valores. Os alimentos mais ricos em fibras são: a) pera; b) morango; c) abacate; d) maçã; e) banana; f) brócolis; g) couve de bruxelas; h) lentilha; i) grão-de-bico; j) quinoa; k) amêndoas; l) batata doce e m) chocolate amargo.

As fibras prebióticas são aquelas que estimulam o aumento de bactérias “boas” e inibem o crescimento de bactérias “ruins” no intestino. Importa destacar que toda fibra prebiótica é solúvel, mas nem toda fibra solúvel é prebiótica.

Alanna Collen, no livro anteriormente destacado (“10% humano”), faz inúmeras menções a extrema importância das fibras para o adequado equilíbrio da microbiota (já considerada por muitos um “novo” órgão do corpo humano). Ela afirma: “Penso não apenas na nutrição que as células humanas podem extrair [da alimentação], mas também no que minhas células microbianas vão comer./Não precisei fazer muitas mudanças para me adaptar à minha microbiota – minhas refeições continuam parecidas, apenas com um maior teor de fibras. Meu desjejum, por exemplo, deixou de ser uma tigela de cereal matinal – embalado, com conservantes, açucarado e pobre em fibras – e se transformou numa tigela de aveia, trigo e cevada integrais misturados com nozes, sementes, frutas vermelhas frescas, iogurte natural vivo e leite./É claro que as mudanças em minha microbiota após adotar uma dieta rica em fibras não são permanentes. Para sustentar indefinidamente os micróbios que ela alimenta, tenho que manter o teor de fibra das minhas refeições no nível apropriado”.

Os principais benefícios das fibras são: a) melhoram o trânsito intestinal; b) auxiliam no controle glicêmico; c) auxiliam no controle dos níveis de colesterol; d) contribuem para a perda de peso; e) funcionam como aliadas do coração e f) auxiliam o sistema imunológico.

As fibras solúveis e insolúveis podem ser encontradas: a) nas frutas e b) nos cereais integrais (arroz, trigo, centeio, cevada e a aveia). As leguminosas, como feijões, lentilha, grão de bico e ervilha, são fontes de fibras solúveis. As verduras e legumes contam com boas quantidades de fibras insolúveis. As sementes (chia, linhaça e abóbora) também contam com boa dose de fibras.


29 PARA COMER XI – SUPERALIMENTOS



São considerados “superalimentos”, apesar da falta de reconhecimento científico, aqueles com elevada riqueza nutritiva. Eles se destacam dos demais em função da grande concentração de proteínas, vitaminas, fibras, antioxidantes e outros nutrientes relevantes. Por conta dessa característica, os superalimentos atuam com intensidade na prevenção, transformação e recuperação do organismo. São fatores de extrema importância para uma qualidade de vida superior.

A quinoa, a lentilha, a chia e as nozes são identificadas entre os superalimentos na categoria dos grãos e sementes.

Entre as frutas, são apontados como superalimentos: a) açaí; b) kiwi; c) mirtilo; d) melancia; e) abacate; f) coco e g) cacau.

No campo das hortaliças, legumes e verduras, os superalimentos são mais frequentes. Merecem destaque: a) batata-doce; b) acelga; c) espinafre; d) tomate e e) brócolis.

Existem várias referências no sentido de incluir entre os superalimentos: a) o salmão; b) o azeite de oliva; c) o ovo; d) o kefir e e) o kombucha.

Recentemente, dois superalimentos ganharam bastante destaque. São eles: a) a spirulina e b) a chlorella.

A spirulina conta com mais de 50 nutrientes na sua composição. Segundo várias fontes, ela possui um quadro de nutrientes superior ao de qualquer outro alimento. São: a) fitonutrientes; b) antioxidantes; c) aminoácidos; d) vitaminas; e) fibras alimentares e f) proteínas.

É uma cianobactéria. Também é conhecida como “alga-azul”. Possui características muito semelhantes as primeiras formas de vida que habitaram o planeta. Em 1974, a ONU designou a spirulina como o “alimento do futuro”. Um aspecto da spirulina é muito ressaltado. Trata-se da alta digestibilidade. Na prática, o organismo humano consegue absorver até 95% dos nutrientes presentes.

A chlorella apresenta elevada concentração de: a) colágeno; b) luteína; c) ácidos fenólico e cinâmico e d) clorofila. Inúmeras referências apontam a chlorella como a maior fonte de clorofila existente.

É uma microalga verde de água doce. Alvo de inúmeras pesquisadas, já foi qualificada como um alimento quase perfeito em função da variedade de benefícios à saúde. Possui uma camada exterior fibrosa não digerível (cerca de 20%) e nutrientes interiores (cerca de 80%). A parte fibrosa responde pelo seu forte potencial desintoxicante.

É sempre conveniente lembrar que uma dieta saudável deve conter, em quantidade e variedade adequadas, plantas, frutas, vegetais, grãos, sementes, fibras e certos produtos animais. Os superalimentos devem estar presentes. Entretanto, não podem, nem devem, constituir a base da dieta ou serem consumidos em quantidades excessivas.

Veja o que diz o doutor Victor Sorrentino acerca dos superalimentos: http://drvictorsorrentino.com.br/os-super-alimentos/


30 PARA NÃO COMER I – REFRIGERANTES E SUCOS DE CAIXINHA



Como já foi dito em escritos anteriores, devem ser eliminados ou fortemente evitados os alimentos processados e ultraprocessados. Entre as principais recomendações do “Guia alimentar para a população brasileira”, veiculado pelo Ministério da Saúde, estão: “1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. (…) 3. Limitar o consumo de alimentos processados. 4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados”.

Entre os alimentos processados que devem ser evitados aparecem com singular importância os refrigerantes e os “sucos de caixinha”.

Os principais malefícios dos refrigerantes estão relacionados com: a) diabetes (por conta da grande quantidade de açúcar); b) obesidade (também em função da quantidade de açúcar); c) osteoporose (pelo uso de cálcio dos ossos para neutralizar a elevação da acidez do sangue); d) doenças cardiovasculares (a ingestão de refrigerantes todos os dias, num período de 22 anos, aumenta em 20% o risco de infarto, segundo um estudo realizado em Harvard); e) pressão alta (notadamente os refrigerantes de cola e de guaraná que possuem cafeína em suas composições); f) câncer (notadamente em função da quantidade e diversidade de aditivos químicos); g) gastrite; h) cárie (a elevada quantidade de açúcar ataca o esmalte dos dentes); i) insônia; j) envelhecimento precoce (em função do teor excessivo de fosfato e k) infertilidade (relacionada com a resina que reveste as latas de alumínio).

Os maiores malefícios do refrigerante decorrem da quantidade de açúcar presente na bebida. Em média, uma lata de refrigerante contém o equivalente a 10 (dez) colheres de açúcar. Essa elevada quantidade causa um aumento considerável da glicose no sangue e, em consequência, picos de insulina.

Os níveis de acidez dos refrigerantes são motivos de grande preocupação. Com pH em torno de 2,5 (a neutralidade é igual a 7 numa escala de 0 a 14), exige um esforço enorme do organismo para compensar esses níveis de acidez. Entre as principais consequências nesse quesito estão: a) baixa da imunidade e b) perda de importantes minerais.

As alternativas conhecidas como “zero” ou “light” são “melhores” (ou menos ruins) apenas na aparência. Em regra, as substâncias usadas para adoçar essas soluções são particularmente danosas. Inúmeros especialistas sugerem, por ser menos prejudicial à saúde, a ingestão do refrigerante normal em comparação ao “zero” ou “light”.

Em regra, o “suco de caixinha” possui uma quantidade grande de açúcar, muitos aditivos químicos (conservantes, corantes e aromatizantes) e grandes quantidades de sódio. Boa parte das vitaminas existentes nas frutas são perdidas no processo de industrialização. Assim, o “suco de caixinha” é tão prejudicial quanto o refrigerante. Trata-se da famosa troca de seis por meia dúzia.

Obviamente, como recomendam praticamente todos os profissionais de saúde, em especial os nutricionistas, o suco de fruta in natura é bem mais saudável que as opções embaladas com o objetivo de alongar o prazo de validade em função dos aditivos químicos presentes. Melhor ainda, como exposto em outros escritos, é o consumo da fruta inteira por conta da quantidade de fibras ingeridas.

Acompanhe estes vídeos acerca dos malefícios causados pelos refrigerantes e “sucos de caixinha”: a) https://www.youtube.com/watch?v=1bjue54FpVI e b) https://www.youtube.com/watch?v=IgNkPUYUUo8.


31 PARA NÃO COMER II – ÓLEOS VEGETAIS HIDROGENADOS, MARGARINA E BATATA FRITA



Anteriormente, foram realizadas as seguintes considerações acerca das gorduras trans, hidrogenadas ou parcialmente hidrogenadas:

“Cabe uma palavra sobre as ‘gorduras trans’, presentes em pipocas de micro-ondas, bolos, biscoitos, bolachas recheadas, brownies, pizzas, defumados, congelados, molhos industriais, etc. Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): a) são ‘formadas durante o processo de hidrogenação industrial’; b) ‘esse tipo de gordura faz mal para a saúde’ e c) ‘é importante lembrar que não há informação disponível que ateste benefícios à saúde a partir do consumo de gordura trans’. Esse importante e sensível tema merece detalhamento adiante”.

“Existe um tipo especialmente nocivo de gordura. Conhecidas como ‘gorduras trans’, resultam da submissão de óleos vegetais a um processo industrial de hidrogenação. Assim, óleos líquidos são transformados em gorduras sólidas. Esse processo foi desenvolvido com o objetivo de aprimorar a consistência dos alimentos, acentuar o sabor, melhorar a textura e aumentar o período de conservação (prazo de validade).

A ‘gordura trans’ (ou hidrogenada) pode ser encontrada, entre outros ‘alimentos’, em: a) bolachas recheadas; b) sorvetes; c) bolos; d) margarinas; e) biscoitos; f) chocolates; g) congelados e h) pipoca de micro-ondas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que estuda a proibição da ‘gordura trans’ (https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/anvisa-quer-apertar-mais-o-cerco-contra-gordura-trans.shtml), ‘a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a recomendar aos governos a adoção de medidas regulatórias destinadas a eliminar essa substância dos alimentos’ (http://portal.anvisa.gov.br).

No Brasil, a ‘gordura trans’ precisa ser informada na tabela nutricional dos ‘alimentos’. Entretanto, a obrigatoriedade deixa de existir se a presença for menor que 0,2g por porção. Esse modelo pouco claro sofre severas críticas de inúmeros especialistas. Imagine, por exemplo, um pacote de bolachas recheadas. Cada bolacha pode conter quantidade menor do que a especificada. O pacote, com dez ou vinte unidades, poderá apresentar quantidade bem maior que o tal limite”.

Portanto, os óleos vegetais hidrogenados devem ser suprimidos da alimentação. As opções mais saudáveis, como destacado anteriormente, são: a) manteiga; b) banha de porco; c) azeite de oliva e d) óleo de coco.

A margarina é um produto “alimentício” que reclama atenção especial. Afinal, possui um amplo espectro de aplicação. Pode ser encontrada em produtos de padaria e pastelaria, bolachas e biscoitos, em alimentos congelados pré-cozinhados e em boa parte dos alimentos vendidos já cozinhados.

A margarina surgiu no século XIX como alternativa mais barata em relação à manteiga. Originalmente, era composta por uma mistura de sebo de vaca, leite desnatado, partes “secundárias” do porco e da vaca e bicarbonato de sódio.

Atualmente, a margarina contém solventes de petróleo (hexano, em especial), ácido fosfórico e soda. A substância marrom e malcheirosa resultante do processamento inicial sofre tratamento com ácidos clorídrico ou sulfúrico em altas temperaturas e catalisação com níquel. Ao final, temos algo (seria um alimento?) parcialmente hidrogenado (rica em gordura “trans”).

O prazo de validade ou tempo de conservação do composto químico chamado de margarina é bem longo. A textura é firme mesmo em temperatura ambiente. A margarina não rancifica, não se observam fungos e não é atacada por insetos ou roedores.

Não é de estranhar que a margarina esteja relacionada com: a) disfunções imunológicas; b) danos ao fígado e digestivos; c) danos ao pulmão e órgãos reprodutivos; d) diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento; e) problemas de peso; f) aumento no risco de câncer; g) transtornos do metabolismo do colesterol; h) incremento de aterosclerose e i) doenças cardíacas.

Costuma-se propor a seguinte experiência com a margarina. Colocar uma quantidade razoável do material ao ar livre num dia de calor. Depois de alguns dias sem refrigeração ou proteção especial, verifique se o produto estragou ou mofou. Aliás, verifique também se atraiu algum inseto ou roedor.

A batata (inglesa) pré-frita congelada deve ser evitada. Normalmente, a batata é frita em óleo hidrogenado ou parcialmente hidrogenado (em bares e restaurantes, utilizados por longos períodos de tempo com aquecimento e reaquecimento contínuos). Como foi dito antes, essas são opções nocivas e devem ser evitadas no âmbito de uma alimentação saudável. Existem, ainda, os seguintes fatores adicionais de complicação: a) presença do glutamato monossódico (realçador de sabor); b) gorduras “trans” usadas na conservação; c) sódio em excesso; d) alto teor glicêmico (se transforma rapidamente em açúcar no organismo) e e) formação de acrilamida (substância cancerígena) durante o cozimento.


32 PARA NÃO COMER III – GLÚTEN E FARINHAS REFINADAS



“Glúten – ou ‘cola’, em latim – é uma proteína composta que atua como matéria adesivo, aglutinando a farinha para a panificação, incluindo bolachas, biscoitos e massa de pizza. Quando você morde um muffin macio ou um pãozinho ou uma massa de pizza não cozida, agradeça ao glúten. Na verdade, a maior parte dos derivados de pão macios e mastigáveis hoje disponíveis no mercado deve sua consistência ao glúten. Ele desempenha um processo fundamental no processo de fermentação, fazendo o pão ‘crescer’ quando o trigo é misturado ao fermento. (…)/É um dos aditivos alimentares mais comuns do mundo, usado não apenas em alimentos industrializados, mas também em produtos de higiene pessoal. Como agente estabilizador confiável, ajuda a manter a textura suave em queijos cremosos e margarinas. (…)/O glúten não é uma molécula simples: é formada, na verdade, por dois grupos principais de proteínas, as gluteninas e as gliadinas. Além de uma pessoa poder ter sensibilidade a cada um desses grupos de proteínas, a gliadina consiste, por sua vez, em doze diferentes subtipos, e cada um deles pode provocar uma reação de intolerância que leva a um processo inflamatório. (…)/A sensibilidade ao glúten, especificamente, é causada por níveis elevados de anticorpos contra a gliadina que compõe o glúten. (…)/Cerca de 99% das pessoas que atendo têm sistemas imunológicos que reagem negativamente ao glúten e elas nem sequer sabem disso” (David Perlmutter no livro A DIETA DA MENTE).

Perlmutter não é uma voz isolada. As condenações ao glúten se multiplicam entre médicos e nutricionistas, notadamente aqueles ligados a uma alimentação com menos (poucos ou nenhum) itens processados ou industrializados.

Entretanto, a questão está longe de ser pacífica. Veja a seguinte afirmação: “Não há evidência científica de ponta que mostre que a retirada do glúten beneficie quem não tem uma doença diagnosticada, como a celíaca” (afirmação do nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, professor da Escola Paulista de Medicina – Unifesp em http://www.glutenconteminformacao.com.br/o-gluten-e-mesmo-um-vilao/).

Alan Levinovitz, no livro A MENTIRA DO GLÚTEN, é ainda mais categórico: “De acordo com cientistas como Gibson, que estão na vanguarda da pesquisa do glúten, as conclusões de Barriga de trigo e A dieta da mente são prematuras e irresponsáveis. São convincentes não por ter base em dados científicos sólidos, mas sim porque reforçam mitos poderosos e prometem soluções alimentares simples para uma variedade de problemas de saúde. (…)/O subtítulo de A dieta da mente é 'a surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos – os assassinos silenciosos do seu cérebro'. Mas a verdade concreta é que A dieta da mente é uma mentira, e nossa melhor ciência simplesmente não sabe o que causa muitas das nossas aflições mais graves”.

Assim, o “pobre mortal” (que precisa se alimentar até uma “conclusão conclusiva” dos doutores) faz a pergunta prática e objetiva: comer ou não comer glúten? Esse “pobre mortal” é aquele mesmo em dúvida cruel acerca de como lidar com o açúcar e a gordura (escrito n. 16 desta série).

A minha resposta é a seguinte: reduza significativamente o consumo de glúten. Não necessariamente elimine por completo (do consumo diário passei para um consumo de uma ou duas vezes por semana). Essa posição parte das seguintes premissas: a) recomendações oficiais para se evitar alimentos processados; b) avanço vertiginoso de certas doenças que parecem claramente ligadas aos hábitos alimentares baseados em comida industrializada (obesidade, diabesidade, diabetes tipo 2, pressão alta, câncer, etc); c) intuição de que “bombas” ou “coquetéis” químicos não são alimentos saudáveis e d) fragilidade do argumento que reclama “prova conclusiva” ou “consenso científico” acerca dos malefícios do glúten (assim como de vários outros componentes da alimentação moderna industrializada).

David Perlmutter, no mesmo livro citado, faz veemente condenação: “às farinhas, massas e arrozes refinados”. Essa rejeição também é realizada por inúmeros médicos e nutricionistas. As razões básicas são: a) grande quantidade de glúten (em algumas farinhas, como a de trigo branca); b) pobreza de nutrientes; c) índice glicêmico alto; d) indução de processos inflamatórios e e) conter inúmeras substâncias químicas nocivas.

Vale registrar, assim como dito em relação ao glúten, que a condenação às farinhas refinadas não é pacífica ou consensual ...


33 PARA NÃO COMER IV – EMBUTIDOS E CARNES PROCESSADAS



Embutidos, a exemplo da salsicha, linguiça, mortadela, presunto e salame, são alimentos à base de carne desenvolvidos para facilitar a preparação e aumentar o período de utilização (prazo de validade). Podem ser usadas, entre outras, carnes: a) bovina; b) suína e c) de aves. Órgãos comestíveis (miúdos) também são utilizados. A carne é envolvida, entre outros, em: a) tripas; b) bexiga; c) membranas animais e d) materiais artificiais fabricados a partir de colágenos ou celulose. Eles são divididos em três categorias: a) crus; b) defumados e c) pré-cozidos.

Em regra, os embutidos contêm excesso de sódio (um grande problema para a pressão arterial) e diversos corantes. Os conservantes, notadamente o nitrito e o nitrato, são substâncias consideravelmente perigosas em função do potencial cancerígeno (no estômago, transformam-se em nitrosaminas). Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), conforme estudo realizado, 24% do sal ingerido pelos brasileiros são provenientes de alimentos industrializados, principalmente os embutidos. A quantidade excessiva de aditivos presentes nos embutidos pode sobrecarregar o fígado. O órgão não consegue eliminá-los como deveria.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica em quatro classes o perigo que substâncias ou determinadas circunstâncias representam para a saúde. Na categoria “1” estão os elementos "comprovadamente cancerígenos aos humanos". O número de itens passa de cem. São mais de trezentos itens nas categorias "2A" e "2B". Esses são, respectivamente, "prováveis" e "possivelmente" cancerígenos. Os itens do grupo "3" são "não classificáveis quanto a sua carcinogenicidade a humanos". Já a categoria "4" possui apenas uma substância considerada "provavelmente não cancerígena aos humanos". Trata-se do composto orgânico caprolactam.

“Após revisão de literatura científica acumulada, um grupo de trabalho de 22 especialistas de 10 países reunidos pela IARC classificou a carne processada como ‘carcinogênico para humanos’ com base em ‘provas suficientes em humanos’ de que o consumo de carne processada provoca câncer colorretal./A carne processada refere-se a toda carne que tenha sido transformada através da salga, secagem, fermentação, defumação ou outros processos que buscam realçar seu sabor ou melhorar sua preservação. Carnes mais processadas contêm carne suína ou bovina, mas carnes processadas também podem conter outras carnes vermelhas, aves e vísceras, entre outras./A agência da OMS disse exemplos de carnes processadas incluem salsicha, presunto, linguiça, carne enlatada, carne de sol, carne seca e charque, além de molhos e outros produtos à base de carne” (https://nacoesunidas.org/onu-consumo-humano-de-carne-processada-e-carne-vermelha-aumentam-risco-de-cancer/).

Integram também o Grupo 1 (comprovadamente cancerígenos aos humanos): a) cigarro (tabaco), consumido ativa ou passivamente; b) poluição, em especial a fumaça de motores a diesel; c) álcool etanol e metil, presentes em bebidas alcoólicas e d) amianto.

Cumpre observar que a Portaria Interministerial MTE/MS/MPS n. 9, de 7 de outubro de 2014, publica a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH), como referência para formulação de políticas públicas. Seguindo a trilha aberta pela OMS/IARC, a portaria classifica os agentes cancerígenos assim: a) grupo 1 - carcinogênicos para humanos; b) grupo 2A - provavelmente carcinogênicos para humanos e c) grupo 2B - possivelmente carcinogênicos para humanos.


34 PARA NÃO COMER V – SAL REFINADO



Rigorosamente, o título deste escrito deveria ser “PARA NÃO COMER - CLORETO DE SÓDIO”. Isso porque o sal refinado comumente vendido é quase que a simples reunião de cloreto e sódio. O verdadeiro sal, ou o alimento merecedor da designação de sal, deve conter uma quantidade considerável de nutrientes minerais.

O sal, o verdadeiro sal, o sal de qualidade, é essencial para a vida. Eis alguns dos processos biológicos para os quais ele é fundamental: a) fornece os principais eletrólitos para o corpo (junto com o potássio); b) atua na regulação osmótica dos líquidos presentes nas células; c) participa na transmissão de impulsos nervosos; d) forma, no estômago, o ácido clorídrico (crucial para a digestão); e) atua na regulação do pH sanguíneo; f) auxilia o funcionamento do fígado e dos rins na eliminação de toxinas; g) ajuda no funcionamento do coração e dos músculos; h) colabora na hidratação do organismo e desempenha importante papel na absorção de aminoácidos e glicose e i) participa da regulação da temperatura do corpo.

Atente para os seguintes fatos: a) o suor e as lágrimas são salgados; b) as células do organismo estão banhadas em água salgada e c) a composição mineral do sangue humano é basicamente igual à do mar.

O sal adequado para ser consumido, em quantidade moderada, é aquele natural e não refinado. Nessa linha, podem ser usados: a) o sal marinho; b) flor de sal; c) sal integral e d) sal rosa do Himalaia.

O sal rosa do Himalaia é uma das melhores opções. A cor rosa decorre da grande concentração de minerais. Esse sal foi formado quando as montanhas eram o leito do mar. Por não ser refinado, o sal rosa do Himalaia conserva mais de 80 elementos naturais necessários ao bom funcionamento do organismo. Em se tratando de sal rosa do Himalaia é preciso chamar atenção para todo tipo de fraude e falsificação envolvida.

O sal processado ou refinado contém cerca de 97,5% de cloreto de sódio. O restante envolve a adição de agentes secantes. Essas substâncias químicas, como o ferrocianeto e o silicato de alumínio, são particularmente perigosas para a saúde. Os mais de 84 elementos presentes no sal marinho são eliminados do processamento industrial. São extraídos, entre outros: a) enxofre; b) bromo; c) magnésio e d) cálcio. Ademais, a “lavagem industrial” do sal ocasiona a perda de algas microscópicas que fixam o iodo natural. O iodeto de potássio, adicionado depois, predispõe o organismo a doenças, notadamente da tireoide (distintas do bócio). O iodeto para ser estabilizado reclama a adição de dextrose. A inconveniente cor roxa decorrente exige a adição de alvejantes como o carbonato de sódio (provocador de cálculos renais e biliares). Subsistem os riscos do sal processado: a) liquefazer e b) formar pedras. Esses problemas são contornados com o acréscimo de óxido de cálcio ou “cal de parede” (gera o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar).

O sal vendido nos supermercados, depois do refino ou processamento, é um agradável pó branco, brilhante, “soltinho” e “inofensivo”. Longe dos olhos do consumidor estão presentes: a) antiumectantes; b) alvejantes; c) estabilizantes; d) conservantes e e) uma pobreza nutricional “invejável”.

O sal, aqui entendido aquele refinado ou processado, é um dos temas de interesse e preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “(...) a OMS convocou todos os países de mundo para reduzir o consumo de sal para não mais do que 5 gramas diários por pessoa, e muitos países da Região, como Argentina, Brasil, Canadá e Chile, estabeleceram recentemente comissões nacionais ou ‘força-tarefa’ para atuar na redução da ingesta de sal na dieta./As dietas modernas típicas fornecem quantidades excessivas de sal, desde a infância até à idade adulta. Sabe-se que o consumo maior do que 5 gramas diários pela população aumenta a prevalência da pressão arterial alta. Esta por sua vez é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infartos, acidentes cérebro-vasculares, falência cardíaca e renal. Em muitos países das Américas, o consumo de sal é três vezes maior do que o recomendado./A adição de sal à mesa não é o único problema. A maior proporção do sal da dieta provém de alimentos processados ou elaborados em restaurantes, incluindo pães, carnes processadas, embutidos e cereais elaborados./(...) ‘Consumidores têm pequeno controle sobre os níveis de sal nos alimentos processados. Sua opção é apenas não consumir comidas processadas, mas isto é muito difícil em alguns casos. Trabalhando com as indústrias alimentícias para mudar suas práticas, nós podemos realmente mudar o consumo de sal ao nível populacional’./Participantes do Grupo de Especialistas reunidos mostraram que a redução do consumo de sal ao nível populacional é uma das medidas sanitárias de maior custo-efetividade e equidade para reduzir doenças crônicas” (https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=640:grupo-de-especialistas-recomenda-a-diminuicao-de-consumo-de-sal&Itemid=463).


35 PARA NÃO BEBER VI – ENERGÉTICOS



É crescente o consumo de energéticos. Em geral, são usados: a) para dar mais energia para as atividades físicas; b) aumentar a disposição; c) tornar a pessoa mais ativa e d) eliminar ou diminuir o sono. Observam-se: a) o consumo mais frequente e intenso em festas e b) uma associação com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Normalmente, envolvem uma mistura de: a) açúcar; b) vitaminas; c) guaraná; d) ginseng; e) cafeína e f) estimulantes (taurina, glucoronolactona, etc). Os nomes comerciais mais lembrados são: a) red bull; b) burn e c) monster. A chamada versão normal das bebidas energéticas chegam a conter o equivalente a 15 colheres de açúcar. A quantidade de substâncias adicionadas para conferir cor, sabor e prolongar a vida útil (validade) é considerável e preocupante.

O consumo contínuo de energéticos tem sido associado às seguintes ocorrências: a) tremores; b) agitação; c) desconforto estomacal; d) dores no peito; e) tontura; f) insônia; g) ansiedade e h) problemas cardiovasculares.

Segundo vários estudos, os elevados níveis de açúcar e cafeína dos energéticos são os responsáveis pelas principais agressões à saúde. Algumas dessas bebidas chegam a conter mais de oito vezes a quantidade de cafeína de uma dose de café. Há registros de 100 mg de cafeína por 30 ml de energético. Admite-se que a cafeína começa a ficar tóxica quando a ingestão ultrapassa: a) 400 mg/dia em adultos; b) 100mg/dia em adolescentes e c) 2mg/kg em crianças menores de 12 anos.

A mistura de álcool com energético aumenta consideravelmente os riscos à saúde. O energético mascara ou encobre os sinais próprios do consumo de álcool. Assim, permite a maior ingestão das bebidas alcoólicas e pode conduzir à desidratação e à intoxicação. No âmbito da União Europeia apurou-se que 71% dos jovens adultos europeus misturam energéticos com álcool.

No Brasil, conforme dados levantados em pesquisas, a venda de energéticos cresceu 27% nos últimos anos. Nos Estados Unidos, a indústria cresceu 240% desde 2004 e faturou cerca de 21 bilhões de dólares em 2017.

São crescentes os casos de mortes relacionados, numa avaliação preliminar, com o consumo de energéticos. Vários países, a exemplo dos Estados Unidos, já iniciaram pesquisas sobre a segurança no uso dessas bebidas. Já existe um virtual consenso no sentido de eliminar completamente qualquer uso desses produtos por crianças.

As preocupações crescentes com os malefícios causados pelos energéticos são aplicáveis, por razões praticamente idênticas, para: a) as pastilhas energéticos (com altas doses de estimulantes) e b) as cápsulas de cafeína.


36 PARA NÃO BEBER VII – ÁLCOOL



“O álcool provoca cerca de 2,8 milhões de mortes anuais em todo mundo, das quais quase 100 mil no Brasil, aponta estudo publicado nesta quinta-feira no prestigiado periódico médico ‘The Lancet’. De acordo com a pesquisa - que levou em conta dados de 195 países da série de estudos Fardo Global das Doenças, do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês) da Universidade de Washington, EUA -, o consumo de bebidas alcoólicas e as doenças a ele relacionadas estão entre os principais fatores de risco e incapacitação evitáveis no planeta, respondendo por aproximadamente uma em cada dez mortes de pessoas com entre 15 e 49 anos e liderando as causas de morte prematura de pessoas nesta faixa etária” (https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/alcool-responde-por-28-milhoes-de-mortes-anuais-no-mundo-nao-ha-niveis-seguros-para-consumo-de-bebidas-diz-estudo-23006013).

Os cientistas responsáveis pelo estudo referido indicam que não há níveis seguros para uso do álcool. Os propalados benefícios decorrentes do consumo baixo ou moderado, notadamente para o sistema cardiovascular, são claramente anulados pelos efeitos nocivos relacionados com riscos de câncer, ferimentos e doenças infecciosas. Obviamente, esses riscos são proporcionais às quantidades de bebidas alcoólicas ingeridas.

Conforme levantamentos especializados, um ano consumindo diariamente apenas uma dose de álcool eleva o risco de desenvolvimento de uma das 23 doenças ou problemas relacionadas com a substância. São doenças cardiovasculares, câncer, infecções respiratórias, cirrose e diabetes. Os problemas mais comuns são violência interpessoal, acidentes de trânsito, afogamentos e ferimentos não intencionais. Uma dose de álcool corresponde a 10 gramas puros. Esse valor pode ser encontrado: a) numa pequena taça de vinho tinto (100 ml) com 13% de álcool por volume; b) numa lata de cerveja (375 ml) com 3,5% de álcool ou c) numa dose de uísque ou outros destilados (30 ml) a 40% por volume. O risco aumenta 7% com o consumo de duas doses diárias. Cinco doses diárias implicam risco 37% maior.

Os dados disponíveis mostram que o consumo de álcool varia consideravelmente em escala global. Em 2016, cerca de uma em cada três pessoas consumiam bebidas alcólicas, aproximadamente 2,4 bilhões. 25% das mulheres (900 milhões) e 39% dos homens (1,5 bilhão) integravam a estatística. Em média, as mulheres ingeriam 0,73 dose por dia e os homens consumiam 1,7 dose.

No âmbito do Brasil, a média entre os homens fica em 3 doses de álcool por dia. Entre as mulheres, registra-se a ingestão de 1,5 dose. Estimam-se 76 mil mortes anuais entre os homens brasileiros em função de doenças relacionadas com o álcool. Para as mulheres brasileiras esse número seria algo em torno de 21 mil.

No livro “Cirurgia Verde”, o doutor Alberto Peribanez Gonzalez afirma: “O abuso do álcool leva o organismo a eliminar nutrientes importantes, como cálcio, ferro e vitaminas. Além disso, ao obter energia diretamente do álcool, o alcoólatra dispensa outros alimentos, o que leva à desnutrição. A Sociedade Brasileira de Cancerologia já considera o álcool o maior fator causal do câncer. Além do câncer de boca, de faringe, de esôfago e de laringe, nos quais o álcool apresenta ação direta contra o tecido, o alcoólatra está sujeito a câncer em qualquer parte do corpo, devido à desnutrição funcional determinada pelo efeito nocivo do álcool sobre a célula humana”.

O doutor Uronal Zancon: a) comentou, em vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=6pdHnAJkTVA), o estudo mencionado no início deste texto e b) indicou o link para acesso à íntegra do levantamento (https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)31310-2/fulltext).


37 PARA NÃO COMER VIII - CEREAIS INTEGRAIS (GRÃOS INTEIROS)



O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considera o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural.

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional.

Em relação aos cereais integrais (grãos inteiros), o doutor Joseph Mercola destaca a imagem positiva construída a partir de informações divulgadas por órgãos oficiais. Mercola lembra que o site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirma os seguintes efeitos benéficos do consumo de cereais integrais: a) diminuição do risco de infarto; b) redução dos problemas de prisão de ventre e c) ajuda no controle de peso.

Mercola esclarece que “… a insulina é um hormônio de armazenamento, que estoca as calorias extras provenientes dos carboidratos sob a forma de gordura, para o caso de escassez de alimentos no futuro. Assim, quando o seu corpo requer quantidades cada vez maiores de insulina para processar os carboidratos dos cereais, ele recebe cada vez mais sinais para armazenar gordura. Se você comer cereais três vezes ao dia – mesmo que essa fonte de cereais seja proveniente dos chamados superalimentos, como arroz integral – o seu corpo receberá três ordens distintas para direcionar essas calorias às suas células adiposas. Todos os dias”. Destaca, ainda, o doutor Joseph Mercola a sinalização ao corpo, em função da resistência à insulina, para não realizar a queima da gordura armazenada (para gerar energia).

A recomendação do famoso médico é no sentido de se evitar o consumo de: a) cevada; b) painço; c) aveia; d) arroz (branco e integral); e) centeio e f) trigo. A orientação vale para os pães e massas feitos 100% com farinha de trigo integral. As alternativas saudáveis são: a) farinha de amêndoa; b) trigo-sarraceno; c) farinha de coco e d) batata-doce.

O doutor David Perlmutter, mundialmente conhecido como autor dos livros “A dieta da mente” e “...”, é categórico: “… os grãos modernos estão destruindo, silenciosamente, o seu cérebro. Quando escrevo ‘modernos’ não me refiro apenas às farinhas, massas e arrozes refinados que já foram demonizados pela turma antiobesidade; estou me referindo a todos os grãos que tantos de nós adotaram como saudáveis, como o trigo integral, os grãos integrais, os multigrãos etc”. Perlmutter considera que a introdução do grão de trigo na dieta foi um dos acontecimentos mais importantes e mais nocivos na história da saúde humana. Ele afirma que a hibridização moderna e as tecnologias de manipulação genética tornaram o trigo moderno algo praticamente sem nenhuma semelhança genética, estrutural ou química com a variedade consumida num passado remoto em quantidades reduzidas. Conclui que esses ingredientes, na forma atual, atentam contra nossa fisiologia. Em outras palavras, não fomos geneticamente preparados para eles como são atualmente.

Esta é mais uma daquelas questões delicadas e não consensuais em termos de alimentação. Inúmeros especialistas destacam o valor nutricional dos alimentos integrais. Eles afirmam que a ausência de refino ou processamento preserva grande parte das vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos complexos e fibras.

Parece, diante de todas as considerações mencionadas, que o melhor caminho a ser adotado (já que uma decisão precisa ser tomada) é evitar (ou reduzir) o consumo de cereais integrais. A atitude mais drástica representada pela eliminação completa do consumo deve ser reservada para os “alimentos” ultraprocessados (agregados químicos sem nenhum valor nutricional).


38 PARA NÃO COMER IX - ADOÇANTES ARTIFICIAIS E CERTOS ADOÇANTES NATURAIS



O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considera o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural.

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional.

Em escrito anterior desta série, afirmei: “registre-se, desde logo, que os adoçantes artificiais, como o ciclamato, a sacarina, o aspartame e a sucralose, não parecem opções saudáveis. Inúmeros e crescentes estudos demonstram os males relacionados com o seu consumo regular, inclusive produção de substâncias tóxicas para o cérebro. As alternativas mais recomendadas, sem abusos, recaem na estévia, no eritritol e no xilitol (adoçantes naturais)”.

O doutor Mercola é categórico em relação aos adoçantes artificiais: “não use”. Ele destaca que os vários perigosos dessas substâncias, sobretudo do aspartame, estão amplamente documentados. Mercola chegou a escrever um livro específico sobre o assunto (“Sweet Deception”).

O caso do ciclamato/aspartame é particularmente grave. Estima-se que é consumido por mais de 200 milhões de pessoas e está presente em mais de 6 mil produtos. No Google Acadêmico são mais de 29 mil artigos versando sobre as “doenças do aspartame”. O doutor Lair Ribeiro destaca que o ciclamato de sódio foi proibido nos Estados Unidos da América em 1969. Depois desse episódio, sofreu pequenas alterações para se transformar no aspartame.

O doutor Joseph Mercola adverte para os malefícios de certos adoçantes naturais, como o mel e o agave. O problema com eles reside no nível muito elevado de frutose. Diferente da glicose, usada por todas as células do corpo, a frutose só é metabolizada pelo fígado. Nas palavras de Mercola: “Quando o seu corpo tem frutose em excesso, ele tem de armazenar o açúcar como gordura. E o tipo de gordura produzida é a gordura visceral, que se acumula dentro e ao redor dos órgãos abdominais e representa um grande fator de risco para doença cardíaca. De muitas maneiras, o consumo excessivo de frutose tem repercussões semelhantes às do consumo excessivo de álcool: ambos resultam em níveis prejudiciais de gorduras armazenadas no fígado”.

Alerta, ainda, o famoso médico acerca do uso dos álcoois de açúcar (xilitol, glicitol, sorbitol, maltitol, glicerol e lactitol). “Eles não são álcool nem açúcar, mas uma espécie de híbrido dos dois”. Eles não são isentos de calorias. Esse é o ponto a ser destacado. Segundo Mercola: “Com moderação, alguns álcoois de açúcar podem ser uma opção melhor do que açúcar altamente refinado, frutose ou adoçantes artificiais. Dos vários álcoois de açúcar, o xilitol é um dos melhores”. Na sua forma pura, os possíveis efeitos colaterais são mínimos; na verdade ele oferece alguns benefícios, como combate às cáries. No cômputo geral, eu diria que o xilitol é um adoçante razoavelmente seguro e até mesmo um pouco benéfico”.

A estévia, retirada da folha de uma planta nativa da América do Sul, com enorme capacidade adoçante, é indicada como a maneira mais segura e natural de adoçar bebidas e outros alimentos. Pode ser usada na forma de líquido ou pó.